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Jornalista canoense Leandro Domingos lança suspense policial, obra baseada em um caso real

“Bola no Chão” é ambientado em uma cidadezinha fictícia do interior gaúcho, narrado de forma concisa, sucinta e direta; segundo o próprio escritor é carregado de humor e sem-vergonhice

Segundo Domingos, o livro é uma denúncia contundente contra um dos crimes mais covardes da atualidade
Segundo Domingos, o livro é uma denúncia contundente contra um dos crimes mais covardes da atualidade Foto : Paulo Pires / Divulgação / CP

Depois da trama "Enquanto Estamos no Escuro", sua obra de estreia, o jornalista canoense Leandro Domingos, 45 anos, lança segunda obra "Bola no Chão". A história, um suspense policial, conta a história de um massagista que acaba morto instantes antes do começo de uma partida decisiva pela Segundona no interior do Estado. A ideia, segundo o escritor, era criar um mistério para abordar um dos crimes que mais chocou a sociedade atual.

"Tudo em meio ao universo que não é aquele dos boleiros milionários que a maioria acompanha pela televisão. Embora, na essência, uma investigação criminal, o livro é uma denúncia contundente contra um dos crimes mais covardes da atualidade. A ideia é divertir e fazer pensar," garante Domingos.

O jornalista admite que a trama é baseada em um caso real que, na época, foi abafada e ficou esquecida. "Aconteceu enquanto eu cobria a Segundona Gaúcha há um milhão de anos. Eu queria chamar a atenção para um crime que precisava ser discutido na mesa do bar. Ninguém quer saber ou ler sobre o assunto, mas é importante hoje e sempre", ele diz.

A diferença entre a primeira e a segunda obra é destoante pois, segundo ele, "Enquanto Estamos no Escuro" formava um grande painel do Brasil, com a falta de luz como metáfora à pandemia. Já "Bola no Chão" é pequeno e íntimo. Ambientado em uma cidadezinha fictícia do interior gaúcho, é conciso, sucinto e direto. "Carregado de humor e de toda a sem-vergonhice que conheci, além de ser contado com um jeitinho bem brasileiro."

Domingos garante que foram três meses escrevendo até o primeiro rascunho. "Ao todo, o trabalho consumiu seis meses madrugadas adentro com álcool, e não café, me acompanhando." Quem bancou a conta foi a editora carioca Beta Librum. Mesmo à venda no site da editora e à disposição no Kindle da Amazon, o lançamento oficial vai acontecer na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, a partir do dia 2 de novembro. A data da sessão de autógrafos ainda aguarda definição.

"A Bela e o Diabo do Cinema" não deve demorar a sair

Para a felicidade dos leitores de Leandro Domingos, ele admite que o terceiro livro está em revisão e o quarto em produção. "A Bela e o Diabo do Cinema", a terceira obra, é ambientado na São Paulo de 1957. Poucos sabem, segundo ele, mas, na época, um grupo de empresários paulistanos tentou criar um sistema de estúdio parecido com Hollywood, com filmes saindo como pizzas em noite de rodízio. "É claro que não deu certo, mas marcou o nascimento do cinema brasileiro e serve como pano de fundo para uma trama diabólica que tem uma garota desaparecida como estopim. Será a minha homenagem a Nelson Rodrigues, Raymond Chandler e Mary Shelley", adianta o jornalista sobre o conteúdo que deve sair em breve.

A quarta obra já está em produção, é claro. "Estou muito empolgado porque será o primeiro que assinarei a quatro mãos com uma amiga, que, assim como eu, é fã de "Mulheres Empilhadas", da Patrícia Melo, e "Tudo é Rio", da Carla Madeira." Segundo o jornalista canoense fala sobre o planejamento e execução de um crime perfeito. Será a primeira história sem um policial ou jornalista envolvido. A trama envolve duas mulheres conduzindo a ação. Trabalhadoras, em resumo.

O jornalista e agora também escritor diz que a diferença entre ambas as profissões é que a reportagem exige o texto sucinto, conciso, direto, com o lead entregando tudo que é pertinente logo de cara. "Já quem abre um bom livro, não está com pressa de chegar ao ponto final. Sempre fui muito livresco. Lia compulsivamente e, principalmente, sobre crimes. Adorava livros envolvendo mistérios como os escritos por Arthur Conan Doyle ou Agatha Christie. E quando assumi o primeiro estágio como repórter, quis o destino que fosse a cobertura de um assassinato."

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