Na edição 2025 da CasaCor Rio Grande do Sul, dois projetos transformaram as marcas deixadas pela enchente de 2024 no antigo terminal do aeroporto de Porto Alegre em memória física dentro dos ambientes decorados.
A maior mostra de arquitetura e paisagismo da América Latina está aberta no RS até o dia 13 de julho. Os visitantes também poderão escolher os melhores ambientes no totem do Prêmio Correio do Povo CasaCor, posicionado na saída da mostra.
No ambiente Refúgio, da Lino Arquitetura, o revestimento do piso sobe pelas paredes até 1,80 metro — a exata altura atingida pelas águas no local durante o evento climático. O gesto transforma o material em metáfora.
Entre tons terrosos, arte local e texturas naturais, o ambiente convida à introspecção e à celebração da vida. De acordo com a defesa do conceito arquitetônico, o design do busca acolher, proteger e transformar lembrança em força.
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No Abbraccio – Gabinete da Família, assinado por Mariana Fogliato e Giovana Muller, a marca da enchente define com sutileza a altura dos painéis.
Criado como um espaço de convívio longe das telas, o ambiente valoriza o reencontro entre gerações. Com madeira, tecidos e formas orgânicas, evoca calma e permanência. A presença da linha d’água, incorporada ao projeto com discrição e respeito, sugere um silêncio que comunica — uma memória compartilhada, registrada sem palavras.
Esses dois espaços da CasaCor RS 2025 revelam como a arquitetura pode também contar histórias e transformar marcas do passado em símbolo de continuidade e criação.
O público pode visitar a CasaCor RS 2025 de terça a sexta-feira, das 14h às 20h30 (bilheteria até 20h), e sábados e domingos, do meio-dia às 20h30 (bilheteria até 20h).