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Mexicano Guillermo del Toro recebe o maior reconhecimento do Instituto Britânico de Cinema

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Ditretor Guillermo del Toro participando do programa "CBS News Sunday Morning"
Ditretor Guillermo del Toro participando do programa "CBS News Sunday Morning" Foto : YouTube / Reprodução / CP

O cineasta mexicano Guillermo del Toro foi premiado na noite de quarta-feira (6), em Londres, com o mais alto reconhecimento do British Film Institute (Instituto Britânico de Cinema, BFI), durante o jantar anual da instituição.

Del Toro recebeu o prêmio, o BFI Fellowship, das mãos de Cate Blanchett, atriz australiana vencedora de dois Oscars, que também recebeu a distinção britânica em 2015 e protagonizou filmes de Guillermo del Toro como "O Beco das Almas Perdidas" e "Pinóquio".

O diretor mexicano, de 61 anos, ganhador de três Oscars, lembrou-se de seu país natal ao receber a distinção no jantar realizado em um hotel central de Londres.

"Para um homem que, durante 30 anos, tem tentado fazer conviver o brutal e o belo, nunca fiz um filme pelo qual não estivesse disposto a morrer. Nasci no México, geográfica, espiritual e fisicamente, mas, com o passar dos anos, minha alma passou a pertencer a muitas partes do mundo, incluindo a Inglaterra, e o Reino Unido me deu muitíssimo", disse Del Toro.

Guillermo del Toro junta-se à distinta lista de ganhadores do BFI Fellowship, como David Lean, Bette Davis, Akira Kurosawa, Ousmane Sembene, Elizabeth Taylor, Orson Welles, Martin Scorsese, Tom Cruise, Christopher Nolan, Tilda Swinton e Spike Lee, entre outros.

"O BFI protege não só o cinema britânico, mas também o cinema como forma de arte e mantém viva essa fé. Por isso, esta honra é tão imensa. Eu acredito no British Film Institute como um farol cultural em uma época em que nos dizem que a cultura não é importante", ressaltou o mexicano.

Durante a entrega, Cate Blanchett enalteceu a figura de Guillermo del Toro. "Selvagem e divertido, muitas vezes hilário e com frequência aterrorizante, Guillermo del Toro oferece uma visão daquilo contra o que devemos nos proteger, ao mesmo tempo em que nos lembra por que devemos lutar e o que devemos preservar, como o amor, a beleza, a vida do espírito e o toque da mão humana", disse a atriz australiana.

Jay Hunt, presidente do BFI, definiu Guillermo del Toro como "uma referência de excelência criativa".

"Ele permaneceu inconfundivelmente, obstinadamente e gloriosamente fiel a si mesmo. Mostrou que a fantasia pode interrogar a história, que o terror pode denunciar injustiças e que os monstros podem iluminar o que significa ser humano", acrescentou Hunt.

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