O músico Hélio Delmiro, considerado referência do jazz no Brasil, morreu nesta segunda-feira, 16, aos 78 anos. Ele estava internado no Hospital de Clínicas, em São Paulo. No ano passado, após passar mal em um show em São Paulo, artista foi diagnosticado com problema renais que exigiam hemodiálise.
O Ministério da Cultura emitiu uma nota de pesar sobre a morte do músico.
“O Ministério da Cultura (MinC) recebeu com pesar a notícia da morte do violonista e guitarrista Hélio Delmiro, aos 78 anos, nesta segunda-feira (16), em Brasília (DF). O músico era considerado uma referência do jazz no Brasil e tocou ao lado de cantoras como Elis Regina e Elizeth Cardoso, além de ter gravado com Sarah Vaughan, com quem participou do Festival de Montreux em 1979.
Nascido em uma família de músicos no Rio de Janeiro, Delmiro começou a exercitar seu talento ainda na infância. Aos 5 anos, recebeu um cavaquinho de presente do irmão. Na adolescência, o interesse pela bossa nova o levou a se encantar pelo violão.
Nos anos 1960, ele fez parte do grupo Fórmula 7, com o qual se apresentou em programas de TV e gravou três discos.
Delmiro tocou ainda como grandes nomes como Clara Nunes, Elza Soares, Nana Caymmi, César Camargo Mariano, João Bosco, João Donato, Carlos Lyra, Marcos Valle e Wagner Tiso.
O álbum Samambaia, de 1981, gravado com o pianista César Camargo Mariano, é um expoente da música instrumental brasileira. O guitarrista também participou de outros dois discos clássicos: Elis & Tom, lançado em 1974; e O Som Brasileiro de Sarah Vaughan, de 1978.
Seu trabalho mais recente é Certas Coisas, de 2025, gravado com Augusto Martins.
Neste momento de tristeza, o Ministério da Cultura se solidariza com a família, amigos e admiradores de Hélio Delmiro e enaltece sua imensa contribuição para a música brasileira.”