O ator e iluminador gaúcho Carlos Azevedo morreu nesta sexta-feira, 27, aos 65 anos. O comunicado foi feito pela família nas redes sociais. Segundo amigos próximos ao artista, a causa da morte foi mal-súbito.
Carlos trabalhava na parte técnica de eventos como Palco Giratório e Feira do Livro de Porto Alegre. Além dos bastidores, também entrava em cena. Seu mais recente trabalho foi peça “As Cadeiras: Alguém Vai vir”, com direção de Luciano Alabarse.
Em cena, ele e a esposa Lisiane Medeiros, encenavam um casal de velhos solitários à espera do Orador, transmitiria uma mensagem de salvação para toda a humanidade. A peça estreou em 2025 e fez parte da programação do 32º Porto Verão Alegre. O diretor de teatro e presidente na Fundação Teatro São Pedro lamenta o falecimento do amigo e ator: “é uma perda inesperada que precisa ser processada ao longo dos próximos dias. Carlos era um ator surpreendente, muito inventivo e criativo. Estava sempre buscando coisas para o personagem e maior entendimento do texto”. Alabarse lembra que as duas últimas apresentações de Azevedo nos palcos, em fevereiro, na Centro Cultural Santa Casa, foram “coroadas de alegria” com aplausos do público em pé.
A peça foi convidada para integrar a edição de 2026 do Palco Giratório, em maio. No entanto, ainda não há definição se seguirá compondo a programação. “Ainda não falei com ninguém sobre isso. Os próximos dias são para viver esse luto, essa perda e depois a gente vai ver. Acho um pouco improvável voltar com a peça sem o Carlos”, salienta o diretor da montagem.
O velório de Carlos Azevedo será neste sábado, 28, a partir das 13h, no Angelus Memorial e Crematório, em Porto Alegre.