O espetáculo “O Mistério da Menor Ilha do Mundo” estreia em Porto Alegre neste sábado, às 16h, na Sala Alvaro Moreyra, (Erico Verissimo, 307), em Porto Alegre e segue em temporada aos sábados e domingos, até 22 de novembro. Os ingressos estão na Sympla. A história da montagem com concepção e direção de Marcelo Bulgarelli é de uma menina que cresce e começa uma jornada em busca daquela que um dia foi sua melhor amiga: uma ilha tão pequena que cabia dentro de uma caixa. Destinada inicialmente ao público infantojuvenil, a proposta deve agradar a espectadores de todas as idades ao aproximar mudanças climáticas, memória, imaginação e pertencimento por experiência poética e sensorial.
É a primeira incursão para crianças do Rakurs Teatro, após o sucesso de público e crítica de “A Mulher Que Virou Bode”. A montagem, realizada em parceria com a Morabeza Cultural, tem dramaturgia original de Luiza Waichel, trilha sonora original de Kelvin Machado e atuação de Anildo Böes, Luiza Waichel e Maura Souza.
A produção é resultado do projeto UNI-VERSO Divergente: Resgate e Reconstrução pela Palavra, aprovado no Edital PNAB RS Artes Cênicas. O projeto conta com financiamento do Pró-Cultura RS é realizado em parceria com SNC, PNAB, Ministério da Cultura.
O espetáculo surgiu a partir de uma imersão artística realizada na Ilha da Pintada, em Porto Alegre. A criação foi realizada a partir de diversos encontros com moradores, observação das paisagens, dos modos de vida e do imaginário popular, além das marcas deixadas pelas enchentes recentes. As questões ambientais da obra contaram com a assessoria da oceanógrafa Raquel Silva. O resultado desta pesquisa é a construção de um universo em permanente transformação, no qual teatro, música, movimento, máscaras, objetos e projeções se encontram.
Ao ser convidado para dirigir esta montagem, o diretor Marcelo Bulgarelli, já partiu do conceito de que fazer teatro para crianças ou para adultos não é algo tão diferente. “Quando a Maura Rodrigues chegou com a proposta de montarmos esse espetáculo no Rakurs Teatro, uma das primeiras coisas que pensei foi que, para mim, nunca existiu esta separação.”