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“Os véio máximo”: Superguidis comemora os 20 anos do primeiro disco com show neste domingo

Uma das bandas mais icônicas do rock gaúcho dos anos 2000 se apresenta no Opinião, neste domingo, após hiato de mais de 13 anos

Banda encerrou atividades em 2011, após lançar três discos
Banda encerrou atividades em 2011, após lançar três discos Foto : Zé Carlos Andrade / Divulgação / CP

Os Superguidis estão de volta! Uma das bandas mais icônicas da cena rock and roll dos anos 2000 se reúne para celebrar os 20 anos do seu primeiro disco, homônimo, lançado em 2005. O show será neste domingo, às 21h, no Opinião (José do Patrocínio, 834), tem abertura dos Stratopumas, banda que também integrava a mesma cena. A casa abre às 19h30min.

Nesse retorno, a banda já passou por São Paulo, onde se apresentou no dia 14 de março, no Cine Joia. “Está superando as expectativas. Tocamos em São Paulo e foi bem massa. O mote da coisa é o vinil, que é o relançamento do nosso primeiro disco, de 2005, e foi prensado pela Balaclava Records, de São Paulo”, afirma o guitarrista e vovalista Andrio Barbosa, adiantando que a banda fará alguns shows no interior do estado, com datas a serem divulgadas em breve.

Andrio recorda que, em 2005, o Orkut era uma das principais ferramentas de divulgação da banda. O primeiro disco foi feito de forma bem caseira.

“A gente gravou na casa de um amigo, Rafael Sonic, em Guaíba. A gente fazia cópias artesanalmente, com CDR, e imprimia os encartes e recortava. Era tudo bem artesanal. O diferencial foi que mandamos para alguns selos do brasil, incluindo o Senhor F, de Brasília, e o Fernando Rosa (dono do selo) topou lançar.”

O disco traz alguns dos clássicos da banda, como “O véio máximo”, “Malevolosidade” e “O raio que o parta”. Os Superguidis lançaram ainda outros dois discos: A Amarga Sinfonia do Superstar (2007) e Superguidis 3 (2010).

Ficou faltando a despedida

O retorno é pontual, a banda não pretende voltar em definitivo. O músico explica que o término foi repentino e ficou faltando dar um capítulo final à história.

“A gente estava em uma transição. Estavam rolando vários festivais independentes pelo Brasil, mas não ainda não era aquela coisa ‘vamos largar tudo e viver de música’. E nosso outro guitarrista, o Lucas, na época, ele estava concluindo o curso superior dele, e conflitiva com os shows da banda. Com isso a gente decidiu terminar.”

Lucas Pocamacha é o único dos quatro integrantes originais que não faz parte da formação atual - que conta com Andrio Barbosa (voz e guitarra), Diogo Machado (baixo e vocais) e Marco Pecker (bateria). Andrio garante que a relação é boa e que Lucas deve aparecer para assistir o show.

Andrio seguiu na música, trabalhando como locutor publicitário, músico e produtor. Diogo é cozinheiro, mora e trabalha em Caxias do Sul. Marco trabalha com Comunicação.

“Ficou aquele sentimento de que a gente não sabia que ia terminar. Agora parece que a gente está voltando para dar um fechamento e dizer um ‘muito obrigado’ a essa galera que persistiu esses anos todos.”

Banda foi homenageada com tributo

No começo dos anos 2000, Porto Alegre contava com uma cena cultural de rock bastante consolidada. Bandas como Superguidis, Stratopumas, Cachorro Grande, Efervescentes, Cartolas, Planondas e Identidade lotaram espaços como o Garagem Hermética (na Barros Cassal), Dr. Jekyll (na Travessa do Carmo), Ocidente e Tear (que funcionava onde hoje é parte do Ocidente).

Para além das fronteiras riograndenses, a banda se apresentou em palcos de São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina e Uruguai, principalmente através de festivais independentes.

Após o término, a banda foi homenageada com um disco-tributo. “Foi um projeto que o Fernando Rosa organizou, com bandas do mercosul fazendo versões das nossas músicas. “Ficou um disco bem massa. Tem bandas ali que eu gosto muito, como Los Impermeables, El Mató a un Polizia Motorizado.”

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