Arte & Agenda

Ospa apresenta "Requiem", de Verdi, com 200 artistas em Porto Alegre

Obra sacra do compositor italiano terá regência de Manfredo Schmiedt e participação de solistas renomados

A Ospa apresenta, nos dias 12 e 13, sábado e domingo,  às 17h, na  Casa da Ospa, a obra sacra “Requiem”, do compositor italiano Giuseppe Verdi, sob regência de Manfredo Schmiedt
A Ospa apresenta, nos dias 12 e 13, sábado e domingo, às 17h, na Casa da Ospa, a obra sacra “Requiem”, do compositor italiano Giuseppe Verdi, sob regência de Manfredo Schmiedt Foto : Vinícius Angeli / Divulgação / CP

A Ospa apresenta, nos dias 12 e 13, sábado e domingo, às 17h, na Casa da Ospa (Borges de Medeiros, 1501), a obra sacra “Requiem”, do compositor italiano Giuseppe Verdi (1813-1901). Com cerca de 80 instrumentistas e 120 vozes – do Coro Sinfônico da Ospa, Coro de Câmara da PUCRS e convidados –, o espetáculo da Série “Casa da Ospa” terá regência de Manfredo Schmiedt e participação dos solistas Monserrat Maldonado (soprano), Luciana Bueno (mezzo-soprano), Lazlo Bonilla (tenor) e Licio Bruno (baixo-barítono). Ingressos à venda pela Sympla.

Estreado em Milão, em 1874, “Requiem” é uma homenagem de Verdi ao escritor italiano Alessandro Manzoni, uma das figuras que mais admirava. Embora seja frequentemente associada à intensidade e ao caráter teatral das óperas verdianas, a obra combina essa dramaticidade a elementos da música sacra, criando uma experiência marcada por contrastes: das passagens íntimas e delicadas até a força avassaladora do “Dies irae” , em que coro e orquestra evocam o Juízo Final.

A complexidade da música sacra

Para alcançar o número de vozes exigido pela peça, o Coro Sinfônico da Ospa se uniu ao Coro de Câmara da PUCRS e cantores convidados. As 120 vozes cantam durante quase toda a obra, que tem duração média de 1h20. “Cantar "Requiem", de Verdi, exige uma flexibilidade vocal monumental para dominar extremos absolutos de dinâmica e registro, além de precisão técnica inabalável para executar a sua complexa teia polifônica, especialmente no "Sanctus" a oito vozes”, explica Schmiedt.

A experiência do maestro

À frente da Ospa, o maestro conduz uma obra que conhece profundamente. Diretor Artístico da orquestra desde o fim de 2024, o maestro construiu parte de sua trajetória na música coral, tendo sido regente do Coro Sinfônico da Ospa por mais de três décadas e titular da Orquestra Sinfônica da UCS, de Caxias do Sul, por 18 anos.

O público poderá conhecer mais sobre a obra nas duas sessões de Notas de Concerto, às 16h. O cantor lírico Ricardo Barpp fala sobre o programa. As Notas de Concerto e a apresentação de domingo, 13, serão transmitidas ao vivo pelo canal do YouTube da Ospa.

Os solistas convidados

Cantando pela primeira vez com a Ospa, a soprano argentina Monserrat Maldonado já se apresentou como solista no Teatro Colón, em Buenos Aires, em obras como o “Stabat Mater”, de Rossini, a Oitava Sinfonia de Mahler e a Nona Sinfonia de Beethoven. No Teatro Argentino de La Plata, interpretou Aida e participou do “Requiem” de Verdi. Luciana Bueno, mezzo-soprano, venceu o tradicional concurso Jovens Solistas da Osesp, apresentando-se sob a regência de Eleazar de Carvalho.

O tenor Lazlo Bonilla desenvolveu sua formação no Brasil, na Espanha e na Áustria. Cofundador da Companhia de Ópera do RS, já integrou montagens da Ospa, incluindo “O Morcego”, “La Bohème” e “I Pagliacci”, além de ter estreado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2024, na ópera “Le Villi”, de Giácomo Puccini.

Com 35 anos de carreira internacional, o baixo-barítono Licio Bruno é reconhecido pela crítica especializada como um dos grandes intérpretes clássicos de sua geração.

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