Arte & Agenda

Palco Giratório começa nesta terça-feira em Porto Alegre

19ª edição do evento vai até dia 08 de junho, com 64 sessões de espetáculos apresentados por 52 grupos artísticos

Palco Giratorio 2024 com show de Sandra de Sá
Palco Giratorio 2024 com show de Sandra de Sá Foto :

Com uma programação que aposta em experiências sensoriais e linguagens inclusivas “para democratizar o acesso à cultura”, começa nesta terça-feira, dia 20, a 19º edição do Palco Giratório. A partir deste evento, a capital gaúcha recebe novamente um dos maiores eventos das artes cênicas do país. Neste ano, o Festival Palco Giratório Sesc em Porto Alegre, além de atrações estreladas pelo talento de pessoas com deficiência, coloca um de seus principais focos na ampliação da acessibilidade.

Pela primeira vez, o evento contará com visitas táteis aos espetáculos com audiodescrição. A proposta é que pessoas cegas, com baixa visão ou surdocegas possam explorar cenários e figurinos por meio do tato, com a orientação de profissionais especializados. Sem a necessidade de agendamento prévio, esses grupos acessam os espaços culturais uma hora antes de cada apresentação, onde têm a oportunidade de imergir mais no universo proposto por cada espetáculo. Além disso, algumas apresentações contarão ainda com tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

“Mais do que assistir a um espetáculo, queremos que todas as pessoas possam vivenciar a arte. A acessibilidade está no centro desta edição porque acreditamos que a cultura deve ser um direito de todos”, afirma a coordenadora de Artes Cênicas, Visuais e de Arte Educação do Sesc/RS e curadora do Circuito Nacional do Palco Giratório, Jane Schoninger.

Esta 19ª edição vai até dia 08 de junho, com 64 sessões de espetáculos apresentados por 52 grupos artísticos - sendo 24 do Rio Grande do Sul - que tomam conta de 22 espaços culturais da Capital Gaúcha.

Outro destaque desta edição é a inclusão, do ponto de vista dos artistas em cena. O palco se torna espaço de expressão plural e acessível com espetáculos que evidenciam a potência criativa de artistas com deficiência. Em “Azul Marítimo”, por exemplo, o premiado ator, diretor e roteirista Victor Di Marco apresenta primeiro solo autoral. Ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, ele traduz em cena seus medos e fascínios pelo mar. Constrói performance em que palavras retas e estáveis se contrapõem ao movimento instável das ondas, revelando dança marcada por tropeços, tremores e desequilíbrios. Resulta em narrativa fluida, que desafia a rigidez e celebra o delírio.

Também é destaque o espetáculo mineiro “Aptá”, que explora as relações humanas por meio da dança-teatro. A criação é inspirada na convivência do ator e bailarino Bernardo Gondim com seu filho autista.

A partir dessa vivência, o espetáculo reflete sobre o olhar da infância neurodivergente, abordando temas como o hiperfoco, a sensorialidade e o afeto entre gerações. Além de proporcionar a acessibilidade nos palcos e na plateia, o festival ainda oportuniza a educação como fomento à inclusão com a presença do artista Subtu, grafiteiro e muralista conhecido por sua atuação em projetos inclusivos.

A programação completa do festival pode ser conferida no site. Há atrações gratuítas e outras que cobram ingresso.

Veja Também

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta deste sábado, dia 13 de junho de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio