A segunda edição do POADOC – Festival de Documentários de Porto Alegre começa nesta segunda-feira e ocupa a Cinemateca Capitólio (Demétrio Ribeiro, 1085) e o Goethe-Institut (24 de Outubro, 112) até o sábado, dia 5, com uma programação gratuita, que incluí sessões de filmes, laboratório de projetos, oficinas e debates sobre o cinema documental. A lista de atividades pode ser consultada no site oficial e redes sociais do evento (@poadocfestival).
A abertura oficial será na terça-feira, às 19h, na Cinemateca Capitólio, com a exibição do longa experimental “Para os Guardados” (2025), de Rafael Rocha e Desali. O filme acompanha Rafael, que percorre a periferia de Contagem (MG) levando a familiares de pessoas encarceradas pacotes com produtos pessoais destinados aos apenados. Ao longo do caminho, a obra aborda memórias, dores e estratégias de sobrevivência diante do sistema prisional.
A dupla mineira também ministra a Oficina do “Noise ao Lixo”, no Morro da Cruz, na zona Leste de Porto Alegre. Entre as atividades de formação, o festival promove duas mesas de debate no Goethe-Institut: “Por que fazer um festival de documentários?”, na terça-feira, às 10h, quando também será lançada uma cartilha do evento, e “Documentário e Formação”, na quinta-feira, às 10h, com representantes de espaços gaúchos de ensino.
A Mostra de Curtas reúne 12 produções nacionais recentes e será realizada entre quarta e sexta-feira, sempre às 19h, na Cinemateca Capitólio. Foram selecionados “Badlands: Um Parque Fictício”, “Caminho Sinuoso”, “Diálogo Bulbul”, “Grão”, “Homem”, “Já Não Temos Nem Vontade de Brigar”, “Maira Porongyta – O Aviso do Céu”, “Memórias Despejadas (ou A Enchente Levou Tudo e Encontraram a Luta)”, “Pretérito”, “Pupá”, “Rosa dos Ventos” e “Testemunho”. A curadoria é assinada pelos profissionais Henrique Lahude, Jonatas Rubert, Juliana Costa, Thais Fernandes e Victor Pinheiro.
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Já o Laboratório de Curtas selecionou seis projetos de diferentes regiões do Rio Grande do Sul para uma semana de atividades de desenvolvimento. Os trabalhos terão acompanhamento dos cineastas Coraci Ruiz, de “Limiar”, e do crítico e curador Cleber Eduardo, ligado a Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte.
No sábado, último dia do festival, o Goethe-Institut recebe, às 15h, o encontro “É filme ou é ficção?”, com a cineasta Karen Akerman e mediação de Giba Assis Brasil. A proposta é aproximar experiências práticas e reflexões sobre linguagem e criação no documentário. O encerramento ocorre às 19h, na Cinemateca Capitólio, com a exibição dos curtas inéditos “Tragédia”, de Bernardo Zanotta, e “Confidente”, de Karen Akerman, seguida de debate.
“Fazer documentários é, em essência, dialogar. O POADOC nasceu da vontade de criar esses espaços de diálogo”, afirma a coordenadora geral do evento, Thais Fernandes. Segundo ela, a segunda edição amplia a aproximação do festival com a educação e aposta na curiosidade e na percepção como ferramentas para aprender e fazer documentários.