O Porto Alegre em Cena começa oficialmente nesta sexta-feira, dia 12, movimentando a capital com espetáculos que transitam entre o teatro, a dança, a performance e a música. Pensando nisso, separamos as peças que marcam a estreia do festival neste final de semana. A 32ª edição segue encantando o público da capital até o dia 21 de setembro e ocupa mais de dez espaços culturais de Porto Alegre. Os ingressos podem ser adquiridos no site oficial do evento.
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Confira tudo que você precisa saber sobre os espetáculos:
📌“Preta Poesia Feminina”
A peça traz a atriz Silvia Duarte como protagonista em uma homenagem a cinco escritoras negras gaúchas: Ana dos Santos, Delma Gonçalves, Isabete Fagundes Almeida, Fátima Farias e Lilian Rocha, a montagem busca desmistificar o fazer poético como literatura falada.
📆Quando: sexta-feira, dia 12, às 19h.
📍Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel (Riachuelo, 1089).
📌“Cúmplices – Transgressões de um Ricardo III”
A montagem narra as contradições de dois artistas que devem representar a obra de Shakespeare, “Ricardo III”. Uma vertiginosa viagem que percorre o texto original e “subtextos”, frutos das contradições dos atuantes em cena. A obra é fruto da parceria da Malazartes (Portugal); Paulo de Castro (Recife) e PIANE (Salvador/Recife).
📆Quando: sexta-feira, dia 12, e sábado, dia 13, às 19h.
📍Onde: Sala Álvaro Moreyra, do Centro Municipal de Cultura (Av. Érico Veríssimo, 307).
📌“Corpo Casulo”
Um corpo inicia um processo de metamorfose - tece seu próprio casulo e se desprende do que não lhe cabe mais. Refaz-se e redescobre-se. Um corpo contador de histórias; histórias de quem veio antes, de si e de muitos outros, entrelaçadas pela vivência da transgeneridade.
📆Quando: sexta-feira, dia 12, às 20h.
📍Onde: Estúdio Stravaganza (R. Dr. Olinto de Oliveira, 68).
📌“O Espantalho”
Um monólogo que coloca Werner Schünemann no centro do palco e tem Bob Bahlis na direção. O espetáculo é uma grande jornada sentimental em meio a escolhas difíceis que envolvem pais e filhos.
📆Quando: sexta-feira, dia 12, às 20h.
📍Onde: Centro Histórico Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75).
📌“Dias Felizes”
Diretamente do Rio de Janeiro a Armazém Companhia de Teatro traz a história de Winnie para o palco. Ela encontra em seus pequenos rituais a última linha de defesa contra o colapso. Entre o sino estridente que pontua seu dia como um despertador sem trégua e o sol impiedoso que derrete qualquer noção de tempo, ela se apega ao conteúdo de sua bolsa espaçosa: uma escova de dentes, um batom, um espelho – e, mais ameaçadoramente, um revólver.
📆Quando: sexta-feira, dia 12, e sábado, dia 13, às 21h.
📍Onde: Teatro Renascença, do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues (Av. Érico Veríssimo, 307).
📌“Cabaré do Tempo – Pra Lembrar do Futuro”
Um espetáculo cênico-musical que visita diversos tempos de nossa vida e do mundo: o tempo do relógio, tempo de luta, tempo da ciência, tempo de amor, tempo de luto, tempo de festa. Em uma narrativa que mistura teatro, dança e show musical, a montagem celebra memórias e desejos de futuro, costurando clássicos do repertório da MPB com canções autorais, música e texto, poesia e pandeiro.
📆Quando: sábado, dia 13, às 19h.
📍Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel (Riachuelo, 1089).
📌“A Mulher que Virou Bode: A História Perdida de Jurema Finamour”
O que levaria uma mulher a se transformar em bode? Essa pergunta revela o cancelamento histórico da escritora e repórter Jurema Finamour, uma mulher notável, influente no jornalismo brasileiro e na elite intelectual das décadas de 1940 a 1960. O espetáculo “A Mulher que Virou Bode” explora sua história real, trazendo ao público uma trajetória que merece ser redescoberta.
📆Quando: sábado, dia 13, às 20h.
📍Onde: Centro Histórico Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75).
📌“Sonho Elétrico”
O espetáculo é uma criação da Companhia Brasileira de Teatro, do Paraná, com texto e direção de Marcio Abreu a partir do diálogo com a obra do escritor, capoeirista e neurocientista, Sidarta Ribeiro, em especial o livro “Sonho Manifesto: Dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico”. Também marca a volta de Jesuíta Barbosa (“Homem com H”) para os palco.
📆Quando: sábado, dia 13, às 21h, e domingo, dia 14, às 18h.
📍Onde: Teatro Simões Lopes Neto (R. Riachuelo, 1089).
📌“O Choro dos Deuses”
Em O “Choro dos Deuses” várias lendas sobre o dilúvio são transformadas em uma narrativa física e coletiva de divindades que descem ao abismo para compartilhar a dor humana num ritual mitológico contemporâneo livremente inspirado no mito Guarani de Criação do Universo, na mitologia do Dilúvio da antiga civilização babilônica e no mito da Serpente Cósmica, em alegoria à representação da metamorfose do DNA.
📆Quando: domingo, dia 14, às 15h.
📍Onde: Orla do Guaíba (próximo à pista de skate).
📌“Zona de Derrama – Primeiro Capítulo”
Este espetáculo de dança da Suíça, se desdobra como uma coreografia em evolução, uma obra "em processo". Esta peça marca o início de uma jornada de pesquisa iniciada por Catol Teixeira na direção de “zonas” que se tornam danças, onde harmonia e dissonância podem moldar um espaço compartilhado de linguagem do movimento.
📆Quando: domingo, dia 14, às 17h.
📍Onde: Concha Acústica (Praça Mal. Deodoro - Centro Histórico).
📌“Choque”
A Cia Municipal de Dança de Caxias do Sul, criada em 1998, comemora seus 27 anos com a remontagem de “Choque”, que explora o encontro de dois corpos em movimento, o violento embate de forças, o conflito que gera um abalo emocional e a sensação visceral provocada por uma carga elétrica.
📆Quando: domingo, dia 14, às 21h.
📍Onde: Teatro Renascença, do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues (Av. Érico Veríssimo, 307).