Arte & Agenda

Projeto Um Só Pulsar realiza apresentação final neste sábado

Projeto musical promoveu oficinas gratuitas de percussão, cordas, canto coral e flauta doce para pessoas típicas e atípicas em Porto Alegre

Alexsandra Amaral coordena projeto de formação, inclusão e transformação social por meio da música
Alexsandra Amaral coordena projeto de formação, inclusão e transformação social por meio da música Foto : Fernanda Baracy / Divulgação / CP

Após 12 meses de atividades contínuas, o projeto Um Só Pulsar POA RS – Oficina Musical de Percussão chega ao seu momento de culminância com uma apresentação final neste sábado, dia 28 de março, das 9h às 12h, no Centro Comunitário Cecores Restinga (av. Economista Nilo Wulff, s/n), em Porto Alegre. Idealizado e coordenado pela percussionista, educadora e mestra de bateria Alexsandra Amaral, o projeto consolidou-se como uma potente ação de formação, inclusão e transformação social por meio da música.

Contemplado pelos editais da Sedac via PNAB RS (26-33/2024), Um Só Pulsar realizou oficinas semanais gratuitas entre junho de 2025 e fevereiro de 2026, ocupando diferentes territórios da cidade e alcançando públicos diversos, em especial pessoas historicamente afastadas dos circuitos culturais. Ao longo desse período, o projeto estruturou-se como um espaço de convivência, escuta e protagonismo, reunindo pessoas com deficiência, população negra, LGBTQIAP+, crianças, jovens e idosos em situação de vulnerabilidade social.

O projeto foi além de cumprir uma programação, construiu vínculos. “Os resultados foram muito além do que eu imaginava. O Um Só Pulsar é um lugar onde as pessoas são valorizadas pelo que elas são, respeitando o seu processo. Acabou se tornando um projeto de convivência”, afirma Alexsandra. A participação das famílias, segundo ela, foi um dos elementos mais marcantes: “As famílias participam, se enxergam como parte, como protagonistas. Muitas chegam a contar os dias para ir aprender a cantar e tocar. Tem gente que tinha esse sonho na infância e o realizou agora, na vida adulta.”

Com mais de 130 encontros realizados, além de apresentações de processo ao longo do percurso, o projeto promoveu o contato direto com práticas musicais diversas, incluindo percussão, flauta doce, violão, guitarra e canto coral. As atividades ocorreram no Consepro Vila Nova (Grupo Escoteiro Lídia Moschetti), no Cecores Restinga e na Escola de Educação Infantil Casa da Criança Algodão Doce, na Lomba do Pinheiro. No Consepro Vila Nova, foram realizadas oficinas de canto coral, ministradas por Costa Lima, além de aulas de violão e guitarra com Ana Bitello e oficinas de percussão conduzidas por Jaqueline Santos e Alexandre dos Santos. No Cecores Restinga, Alexandre Santos também conduziu a oficina de percussão com foco em cuíca. Já na Escola Algodão Doce, as atividades incluíram aulas de flauta doce com Fernanda Baracy e oficinas de percussão ministradas pela própria Alexsandra Amaral.

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