Porto Alegre tem uma longa – e intensa – relação com o Guns N’ Roses. Entre atrasos lendários, mudanças de formação e apresentações catárticas, a banda construiu uma trajetória marcada por altos e baixos na Capital. A seguir, relembramos alguns desses momentos a partir de críticas e reportagens publicadas pelo Correio do Povo, que ajudam a contar essa história. Agora, às vésperas do aguardado show do dia 1º de abril de 2026, no Jockey Club do Rio Grande do Sul, é hora de revisitar esses encontros que consolidaram o grupo como um dos favoritos do público gaúcho.
2010: Dos atrasos às primeiras catarse
A passagem de 2010 ficou marcada mais pela espera do que pelo início. Com mais de quatro horas de atraso, o show começou apenas por volta da 1h50min, mas nem isso esfriou os cerca de 17 mil fãs presentes no estacionamento da Fiergs. Liderado por Axl Rose, o grupo compensou a demora com um espetáculo grandioso, repleto de efeitos visuais e clássicos como “Welcome to the Jungle” e “Paradise City”. No fim, o sentimento era de redenção: o público saiu extasiado após uma noite caótica que terminou em celebração.
2014: Uma fase de transição
Quatro anos depois, o Guns retornou à cidade com a turnê “South American Tour 2014”, reunindo cerca de 14 mil pessoas no Pavilhão da Fiergs. Ainda distante da formação clássica, a banda apresentou um repertório equilibrado entre hits e músicas do álbum Chinese Democracy. Apesar do atraso de mais de uma hora, o show seguiu dentro do esperado, com destaque para “Sweet Child O" Mine” e “Don"t Cry”. Era um momento de transição, tanto na sonoridade quanto na identidade do grupo.
2016: O reencontro histórico
A volta de Slash e Duff McKagan ao lado de Axl transformou o show de 2016 em um marco. Diante de cerca de 47 mil pessoas no Estádio Beira-Rio, a turnê Not In This Lifetime teve seu pontapé inicial no Brasil justamente na Capital gaúcha.
Com cerca de 25 minutos de atraso — quase irrelevantes para os padrões da banda —, o trio abriu a noite com “It’s So Easy” e engatou uma sequência poderosa que incluiu “Welcome to the Jungle” e “Mr. Brownstone”. Os solos de Slash foram um espetáculo à parte, arrancando reações a cada aparição no telão e momentos de êxtase coletivo, como em “Sweet Child O’ Mine”.
Mesmo com algumas limitações vocais de Axl e problemas pontuais de som, o show foi celebrado como histórico. Clássicos como “November Rain” e “Paradise City” transformaram o estádio em um grande coro, enquanto a banda equilibrava peso e emoção ao longo de duas horas e meia de apresentação.
2022: O reencontro definitivo
Se houve dúvidas no passado, elas foram dissipadas em 2022. Em uma noite de reencontro histórico, mais de 40 mil pessoas lotaram a arena para ver a formação com Slash e Duff McKagan novamente ao lado de Axl. O resultado foi uma apresentação de mais de três horas, intensa do início ao fim.
O público cantou em coro sucessos como “Sweet Child O" Mine”, “November Rain” e “Welcome to the Jungle”, transformando o show em uma celebração coletiva do rock. A performance consolidou o vínculo da banda com Porto Alegre, desta vez sem atrasos memoráveis, mas com energia de sobra.
A expectativa para mais um capítulo histórico
A contagem regressiva já está na reta final. No dia 1º de abril, o Guns N" Roses retorna à Capital com a turnê “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things”, prometendo mais um espetáculo grandioso.
O palco será o Jockey Club do Rio Grande do Sul, que passou por melhorias estruturais para receber grandes produções internacionais, com foco em conforto, acessibilidade e experiência do público. A expectativa é de casa cheia, com ingressos já em fase final de vendas. No repertório, não devem faltar os clássicos que atravessam gerações, como “November Rain”, “Paradise City” e “Sweet Child O" Mine”.
A abertura dos portões ocorre às 16h, e os show deve ter início às 20h30min, antes disso a banda de hard rock Halestorm, liderada por Lzzy Hale, será a responsável pela abertura.