O ator Samuel L. Jackson contou que sofreu racismo durante o período em que gravava “Pulp Fiction: Tempo de Violência”, filme de Quentin Tarantino lançado em 1994. Em um artigo escrito para a revista Vanity Fair, ele alega ter sido abordado por policiais simplesmente por ser negro.
A revelação foi feita justamente no momento em que a Academia discute o racismo e a falta de diversidade na indústria cinematográfica. O episódio, conforme relata, aconteceu próximo a um restaurante de Hollywood onde ele jantava com alguns amigos depois de se apresentar em uma peça na mesma rua – e durante o intervalo das gravações do filme, pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
“Ali estávamos, deitados no meio da Santa Monica Boulevard. Finalmente perguntei aos policiais: 'por que vocês estão fazendo isso?'. Um deles disse: 'Recebemos uma denúncia de cinco homens negros parados nessa esquina portando armas e bastões'", relata.
O ator garante que ele e os amigos não carregavam nenhum tipo de arma e que ninguém foi preso. Apesar disso, reflete sobre como o incidente o forçou a reconsiderar o peso do racismo nos Estados Unidos.
“Eu comecei a pensar: estou finalmente em Hollywood, prestes a ganhar uma enorme projeção, e isso ainda acontece. Foi como se eu tivesse voltado à realidade. Eu era mais um 'preto' trabalhando na cidade, então ainda precisava caminhar devagar. E é assim que ainda faço. Foi uma lição do que é a vida em Los Angeles”.
Samuel Jackson diz ter sofrido racismo na época de “Pulp Fiction”
Em artigo, ator disse ter sido abordado por policiais apenas por ser negro