Arte & Agenda

Teatro de Mamulengos anima a Redenção no domingo

Espetáculo pernambucano “Re Te Tei”, pelo 20° Palco Giratório Sesc, acontece de forma gratuita junto ao Recanto Oriental, às 11h

A brincadeira tradicionalmente nordestina ocupa o espaço público para contar a lenda do Papa-Figo
A brincadeira tradicionalmente nordestina ocupa o espaço público para contar a lenda do Papa-Figo Foto : Kaian Alves / Divulgação / CP

*Sob supervisão de Luiz Gonzaga Lopes.

O tradicional passeio gaúcho no Parque da Redenção vai ficar ainda mais animado neste domingo, dia 24. Como parte da programação do 20° Festival Palco Giratório Sesc/RS, o espetáculo “Re Te Tei”, do grupo de teatro pernambucano Tropa do Balacobaco, se apresenta ao ar livre no coração de Porto Alegre, junto ao Recanto Oriental e às canchas de bochas, às 11h deste domingo.

A gente ficou sabendo que é um lugar de encontro, que o parque fica cheio, lotado. Isso traz mais responsabilidade para a gente”, conta o diretor e ator Ney Mendes. Sem um roteiro totalmente fechado, a apresentação está aberta à interação com o público e à criação artística no momento, que pode se transformar conforme o cotidiano do parque.

Ele nos coloca nesse lugar de liberdade. Podemos interagir com quem está ali, comentar sobre o cachorro que está passando, sobre as famílias, sobre as brincadeiras. O espetáculo faz parte daquele universo. Não é algo tão restrito”, comenta ele. A Tropa do Balacobaco já conta com uma vasta experiência de apresentações na rua, com “Re Te Tei” completando 10 anos em 2026.

A brincadeira tradicionalmente nordestina de mamulengos ocupa o espaço público para contar a lenda do Papa-Figo, figura do folclore brasileiro que caminha à noite procurando crianças desobedientes para atraí-las até sua casa a fim de roubar e comer seus fígados. A pesquisa do grupo teatral busca contribuir, através do trabalho artístico, para a preservação da cultura e das tradições populares brasileiras. “Hoje é difícil encontrar uma criança que saiba contar uma lenda que veio dos avós ou dos pais. Então nossa missão é trabalhar essas histórias através da ludicidade e dos espetáculos”, destaca Ney Mendes.

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MEMÓRIA AFETIVA

A partir de uma leitura nas brincadeiras de cavalo-marinho, no mamulengo, no bumba meu boi, o espetáculo trabalha com fitas, tecidos e texturas coloridas e vibrantes. Ainda que os elementos se voltem ao universo infantil, a apresentação acaba se tornando para todos os públicos, atraindo até mesmo os adultos. “O espetáculo ativa a memória afetiva. Todo adulto já foi criança um dia. Quando alguém vê uma história que lembra a infância, essa memória desperta. Então, esse lugar da infância não é apenas uma faixa etária. É também a criança que vive dentro dos adultos”, relata o diretor da produção.

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