Casa de Cultura Mario Quintana recebe exposição com peças feitas de fibras vegetais

A partir de 17 de julho, mostra reúne registros do processo artesanal e peças produzidas por artesãs de diferentes regiões do RS

Com entrada gratuita, exposição promove autonomia para mulheres artesãs
Com entrada gratuita, exposição promove autonomia para mulheres artesãs Foto : Jefferson Botega / Artesanato de Fibra / Divulgação / CP

A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), uma instituição da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac), inaugura no dia 17 de julho a exposição “Trançar a Vida: Entre Saberes, Fibras Vegetais e o Tempo”. A mostra exibe mais de 30 fotografias, que registram desde o processo de colheita e preparo das fibras vegetais até a confecção das peças artesanais.

Com entrada gratuita e visitação até 14 de setembro, a exposição também é um convite para o público adquirir peças produzidas pelas artesãs participantes, como itens de decoração, acessórios e utilitários.

O espaço conta com dispositivos de acessibilidade, como QRcode com audiodescrição e tradução em Libras nas peças e imagens, visitas mediadas em Libras para escolas e com guia vidente, além de oficina para mulheres artesãs surdas.

Por meio de fotografias e produtos artesanais, a proposta da mostra é conduzir, de forma sensível, um percurso que valoriza a produção artesanal de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, revelando a força dos saberes, das mãos e do tempo que tece cada história. Na produção das peças foram utilizadas diferentes fibras, como da bananeira, do butiá, vime, taboa, palha do milho, trigo, taquara e tiririca.

| Foto: Jefferson Botega / Artesanato de Fibra / Divulgação / CP

A iniciativa é a terceira etapa do projeto Artesanato de Fibra RS, realizado com recursos da Lei Complementar no 195/2022, Lei Paulo Gustavo. O primeiro passo foi a realização de pesquisas sobre seis fibras vegetais em diferentes locais do Estado, identificando a produção artesanal. Em seguida, foram realizadas oficinas de formação de artesãs em cinco regiões: Caxias do Sul, Canguçu, Três Coroas, São Leopoldo e Viamão. Os encontros contaram com 70 participantes.

“As oficinas foram espaços ricos de aprendizados para as artesãs, que compreenderam sua capacidade de criar com originalidade e passaram a enxergar o valor cultural e econômico de suas peças. O artesanato de fibras vegetais vai além de ser uma expressão cultural, é também sustento, identidade e autonomia financeira para essas mulheres“, destaca Tatiana Laschuk, coordenadora, pesquisadora e professora no projeto.

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Os trabalhos produzidos pelas artesãs a partir dos encontros e da pesquisa desenvolvida na primeira fase do projeto chegam agora ao Espaço Vitrine CCMQ + RS Criativo.

Além das fotografias exibidas, estarão expostos seis produtos de destaque, criados pelas artesãs que participaram tanto da pesquisa quanto das oficinas. Entre eles, a sporta (tradicional bolsa) em palha de trigo, resultado de uma releitura contemporânea realizada pelo grupo “Mãos de Palha”; a vestimenta criada pela artesã quilombola Vera Macedo, inspirada nas memórias e na ancestralidade de sua família; e os cestos Guarani reinterpretados, que dialogam entre tradição e inovação.