Pode parecer o básico para qualquer bar, mas tratar a música como parte essencial da experiência nunca esteve tão em alta neste setor. Essa é a proposta dos listening bars, tendência que já conquistou capitais como Nova York, Tóquio e São Paulo e que agora também movimenta Porto Alegre.
A ideia é simples: uma boa curadoria de músicas, escolhidas a dedo, como fio condutor da noite. O ambiente é pensado para que a conversa se estenda, os encontros fluam sem pressa e a noite siga em ritmo desacelerado. E quem é do time que não gosta de falar gritando vai encontrar nesse conceito um refúgio perfeito, seja para um date, seja para reunir os amigos.
Na Padre Chagas, o Vague Disco Bar traduz essa proposta em um clima intimista. Luz baixa, velas e luminárias espalhadas pelas mesas e espaços que funcionam tanto para grupos quanto para quem prefere um cantinho mais reservado. Para quem gosta de dançar, a pista está sempre aberta. E ao lado dela, a cabine do DJ exibe a única regra da casa: “Proibido pedir música para o DJ”.
Cada set é assinado por nomes convidados da cena eletrônica, que levam suas próprias referências, criando noites únicas que conectam diferentes estilos e idades. As atrações são anunciadas semanalmente e vale reservar espaço na agenda para conhecer.
🍝 Além da música
E se a música por si só não bastar, a cozinha dá conta do recado. O cardápio assinado pelo chef Marcelo Schembeck aposta na inspiração asiática que quebra qualquer expectativa do que normalmente se encontra em “comida de bar”.
O guioza de pato, servido no próprio caldo com casca de laranja e gengibre, é um dos mais pedidos da casa. O bifum de arroz com chilli oil verde, pepino, maçã verde, edamame e sementes tostadas também está entre os destaques que elevam o nível da gastronomia do Vague.
As opções vegetarianas são uma boa surpresa: da berinjela com missô ao cogumelo da brasa com purê de moranga e saquê. A dica é não sair sem experimentar os yakitoris. Mais do que saborosos, eles traduzem a proposta da casa de pratos feitos para compartilhar, transformando a refeição em mais um momento coletivo da noite.
Para acompanhar, uma carta de drinks autorais que traz opções entre notas doces, cítricas e salgadas, além da seleção de vinhos, espumantes e cervejas. E para a sobremesa, que pode chegar em qualquer momento da noite, criações inusitadas, como o sorvete de capim-santo com manga e maracujá ou o sorvete de pipoca com caramelo de missô.
Aberto há pouco tempo, o Vague já conquistou clientes assíduos que buscam uma forma diferente de viver a noite. A casa aposta em uma filosofia simples, reforçada em seu manifesto:
“Aqui, queremos que o tempo passe de um jeito diferente. Os minutos não devem ser contados, mas sentidos nos goles, nos encontros e nas conversas, que vão e vem num fluxo espontâneo, sem pressa, guiados por um som que conecta tudo. Cada faixa tem um motivo e alguma história. Cada vinil rodando na agulha leva a gente pra outro lugar e tudo se encontra nos ouvidos de quem tem curiosidade.”
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É nesse clima que o espaço vem se firmando como um dos pontos favoritos para a galera mais cool da cena noturna porto-alegrense. Se você curte música boa de verdade, vale se entregar à experiência que ocorre de quarta a sábado, das 19h à 0h, e aos domingos, das 16h às 22h.
📻 Uma experiência ainda mais imersiva no mundo da música
Outra opção que reforça a chegada dos listening bars em Porto Alegre é a Rádio Agulha, que se define como “um lugar de música”, mas também funciona como café, bar, e palco para shows autorais. Localizado na base da chaminé do Shopping Total, o espaço impressiona pelo visual e pela atmosfera surreal. Além dos comes e bebes, o bar abriga um aquário onde funciona a transmissão ao vivo da Rádio Agulha, tornando a experiência ainda mais imersiva.
O espaço também aposta em programações especiais, como a noite dedicada aos discos de vinil que aconteceu recentemente. Uma proposta que combina música, cenário único e uma curadoria atenta aos detalhes. Vale incluir no roteiro para conhecer de perto.
*Sob supervisão de Mauren Xavier
