Apesar de parecidos, cômoda e aparador têm estilos e propostas diferentes. Enquanto as cômodas costumam ser maiores e mais espaçosas, os aparadores são conhecidos justamente por serem menores e mais leves. Ambos os móveis podem enriquecer a decoração e oferecer praticidade para quem mora no espaço, mas, para aproveitá-los ao máximo, as características da casa e as necessidades dos moradores devem ser levadas em conta.
As cômodas são clássicas e atemporais, como aponta a arquiteta Patricia Penna. “As cômodas são peças que cruzaram gerações e possuem um lugar especial no que diz respeito à memória afetiva”, observa.
Embora sejam mais conhecidas por serem utilizadas nos quartos, as cômodas são versáteis. Sua pluralidade de usos demonstra a praticidade oferecida por suas divisórias e gavetas – as quais permitem organizar diferentes materiais. Para Patricia, é possível incluir a peça em ambientes modernos e inovar através do design das alternativas escolhidas. “Elas ganharam diferentes desenhos, com formas orgânicas e materiais que agregam texturas e novos acabamentos em sua composição”.
Os aparadores surgem com uma proposta mais minimalista, por serem peças estreitas, geralmente menos robustas que as cômodas. Eles não precisam comportar grandes volumes, pois seu papel principal é oferecer apoio para elementos como chaves e vasos, além de complementar a proposta visual do projeto. Também versátil, com vários desenhos, materiais e acabamentos, o aparador é conhecido por integrar ambientes como hall de entrada e corredores.
No escritório Paiva e Passarini Arquitetura, comandado pelas arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini, a peça aparece como solução funcional e estética em diversos projetos. “O aparador nos permite resolver pequenas demandas do dia a dia sem comprometer a orientação do espaço”, comentam.
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🔶 Qual utilizar: cômoda ou aparador?
Tradicionalmente, enquanto a cômoda é ideal para quartos, o aparador funciona bem em áreas de circulação, como entradas, corredores e cantos pouco aproveitados. Apesar disso, os dois podem ser utilizados em diferentes ambientes da casa, como mostram as arquitetas Claudia Passarini, Patricia Penna e Vanessa Paiva. Veja a seguir:
🔸 Hall de entrada: aparador
O aparador é muito bem-vindo no hall de entrada, justamente pela função de receber e acomodar pequenos objetos enquanto se encaixa em um ambiente menor. De acordo com Claudia e Vanessa, o aparador pode ser acompanhado por outros itens como espelho, obras de arte e plantas.
🔸 Quarto: cômoda
A cômoda pode ser locada nas laterais de camas ou sofás, servindo de apoio para um canto de leitura, por exemplo. “É interessante como a cômoda, por si só, é capaz de delimitar um setor, criando um ambiente polivalente”, destaca Patricia, que já usou o artifício em vários de seus projetos.
A cômoda também tem ganhado destaque, nas últimas décadas, como substituta à mesa de cabeceira. Nessas propostas, ela aparece como uma aliada na armazenagem de acessórios e objetos, em uma composição onde a assimetria entre os lados da cama é o charme.
Quem adora receber visitas em casa, pode dispor uma cômoda no quarto de hóspedes para que os visitantes consigam organizar seus itens durante a estadia. O móvel ocupa menos espaço que um guarda-roupa, além de ser uma opção mais prática e confortável para que os hóspedes não precisem manusear ou procurar peças de roupa direto da bagagem.
🔸 Closet: cômoda
Como as cômodas podem possuir amplas gavetas, elas se tornam móveis indispensáveis para quem busca organização. No closet, oferece diversas opções de armazenagem: de acessórios às peças de roupa.
🔸 Sala de estar: aparador
Na sala de estar, o aparador se torna um suporte para os momentos de convivência, especialmente quando os moradores recepcionam convidados. Além de bebidas, ele é eficaz para as bandejas de petiscos que acompanham a degustação das bebidas.
O espaço vazio atrás do sofá também é uma oportunidade para integrar o aparador. Sua presença protege as costas do estofado e evita a sensação de que falta algo.
