A 1ª edição do "Dermatologia + Inclusiva", promovido pelo Grupo L’Oréal no Brasil, premiou quatro pesquisadoras brasileiras com bolsas no valor de R$50 mil durante o Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, realizado em Salvador. As vencedoras - Sandra De Avila, Nadia El Kadi, Luciana Mattos e Ellen Xerfan - tiveram seus estudos reconhecidos por contribuírem significativamente para o avanço de uma dermatologia mais inclusiva, ampliando o conhecimento sobre peles negras e seus cuidados específicos.
"Não podemos generalizar que todos os tipos de pele são iguais. Cada fototipo e curvatura de cabelo possuem características distintas. Por isso, estamos empenhados em aprofundar o conhecimento sobre pele e cabelo de pessoas negras e, dessa forma, contribuir para a inclusão dessa população por meio da dermatologia", afirmou Hanane Saidi, diretora geral da divisão L’Oréal Beleza Dermatológica no Brasil.
Conheça as premiadas em 2025
● Nadia Tavares El Kadi | RJ – Médica, pesquisadora e professora universitária, mestre em Medicina pela UERJ e doutoranda na UFF. Autora de artigos e capítulos de livros, foi premiada como jovem pesquisadora internacional no 13º Congresso Mundial de Pesquisa em Cabelo. Sua pesquisa focou em alopecias cicatriciais, especialmente em mulheres negras.
Pesquisa: Estudo do Couro cabeludo negro e das hastes capilares em mulheres saudáveis através da dermatoscopia. Padronização do método e normas para parâmetros mensuráveis.
● Luciana Mattos Barros Oliveira | BA – doutora em Endocrinologia pela USP, com pós-doutorado em Endocrinologia Reprodutiva pela Universidade Harvard. Professora de Fisiologia na UFBA, coordena o Ambulatório Transexualizador do HUPES-UFBA e supervisiona a residência em Endocrinologia e Metabologia. Também integra o Comitê de Atenção à Saúde LGBT da Bahia.
Pesquisa: Uso de dermocosmético inovador no tratamento de acne vulgar em homens transgêneros negros: Um ensaio clínico duplo cego.
● Sandra Eliza Fontes De Avila | SE – Professora no Instituto de Computação da UNICAMP desde 2017 e doutora em Ciência da Computação pela UFMG e Sorbonne Université. Suas pesquisas focam em Inteligência Artificial aplicada ao bem social, incluindo Aprendizado de Máquina, Visão Computacional e Processamento de Linguagem Natural, com ênfase em saúde e mídias sensíveis. Recebeu diversos prêmios, como o Google Latin America Research Awards e o Google Awards for Inclusion Research. Também foi reconhecida entre os 2% cientistas mais influentes do mundo (Stanford/PlosOne/Elsevier) e coorganiza o projeto Meninas Super Cientistas, incentivando mulheres em STEM.
Pesquisa: Peles negras importam: modelos de inteligência artificial para análise de lesões de pele negra.
● Ellen Maria Sampaio Xerfan | PA – Médica, dermatologista, doutora em Medicina Translacional pela UNIFESP, com pesquisa focada em vitiligo, sono e inflamação. Pós-doutoranda no Departamento de Psicobiologia da UNIFESP, estuda os impactos dos distúrbios do sono na pele e em doenças cutâneas. Membro titular da SBD, possui mais de 30 artigos publicados e atua ativamente em congressos nacionais e internacionais.
Pesquisa: Vitiligo na pele negra: o papel da vitamina D e do sono como coadjuvantes na proteção da pele e na indução à repigmentação cutânea Pela Fototerapia UVB.
O prêmio contou com um júri de especialistas renomados na área da dermatologia e ciências da saúde, como a doutora Francisca Regina, professora titular de Dermatologia da Universidade do Estado do Pará e especialista em dermatopatologia; Jaqueline Goes, biomédica e pesquisadora em biotecnologia e patologia humana; doutor Marco Rocha, médico dermatologista e professor da Universidade Federal de São Paulo, com PhD em acne adulta e hormônios; Patricia Maia Campos, farmacêutica e doutora pela USP, coordenadora do Núcleo de Estudos Avançados em Tecnologia de Cosméticos; e o doutor Sergio Schalka, dermatologista e pesquisador da USP, referência em fotoproteção.
- Pesquisadora gaúcha recebe prêmio internacional por estudos sobre Alzheimer
- Estudantes vão representar o RS em feira internacional de ciências
- Psicóloga gaúcha cria plataforma inédita focada na saúde mental de imigrantes
Fomento das pesquisas nacionais
Com um investimento global de €1,2 bilhão em Pesquisa & Inovação (P&I) no último ano, o Grupo L’Oréal reconheceu o Brasil como um "laboratório a céu aberto", estratégico para o desenvolvimento de novas tecnologias. Sediado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, um dos sete hubs globais de P&I da L'Oréal concentra esforços na criação de soluções disruptivas que atendam às necessidades específicas do consumidor brasileiro, com destaque para os cuidados capilares e a proteção solar.
A L'Oréal conduziu um estudo que revela que o Brasil concentra 55 dos 66 tons de pele mapeados globalmente, reafirmando a importância do investimento em pesquisa para atender às necessidades específicas da beleza brasileira.
O conhecimento científico já permitiu à empresa desenvolver produtos muito assertivos para a diversidade da população brasileira - fórmulas leves de hidratação, toque seco, efeito de maquiagem e produtos desenvolvidos com inspiração na rotina das cacheadas e crespas são alguns dos resultados diretos dessa proximidade. Porém é necessário ainda mais ciência e conhecimento sobre pele e cabelos da população negra.
Dermatologia + Inclusiva
Apesar de o Brasil ser um país com diversidade de pele e cabelo único, dados indicam que 44% dos dermatologistas brasileiros sentem-se pouco ou parcialmente preparados para diagnosticar e tratar adequadamente todos os tons e tipos. Para contribuir com a mudança desse cenário, o Grupo L’Oréal no Brasil, por meio da divisão de Beleza Dermatológica, criou o “Dermatologia + Inclusiva”.
O objetivo é reconhecer e estimular pesquisas realizadas no Brasil que contribuam para o estudo e tratamento de questões dermatológicas em quatro áreas essenciais: fotoproteção e hiperpigmentação, acne e pele oleosa, barreira da pele, couro cabeludo e fibra capilar.
O programa conta com os pilares fundamentais: projeção, para ampliar a discussão e a relevância da pauta através de uma comunidade de médicos referência; equidade, para aprofundar os conhecimentos e promover a excelência no atendimento ao paciente, em parceria com a Skin of Color Society (SOCS); e ciência, para fomentar o avanço de pesquisas sobre pele, couro cabeludo e fibra capilar de pessoas negras.
