Quem é a gaúcha que pode representar os jovens na COP30?

Pela primeira vez sediada no Brasil, conferência global discutirá em novembro soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas

Programa Jovem Campeão Climático selecionou 24 pessoas que podem representar as pautas da juventude no evento
Programa Jovem Campeão Climático selecionou 24 pessoas que podem representar as pautas da juventude no evento Foto : Arquivo pessoal / Cláudia Backes / CP

O Brasil se prepara para receber, em novembro deste ano, a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP30. No encontro, líderes do mundo inteiro se reúnem para discutir soluções climáticas para o futuro do planeta.

E se os jovens são o futuro, nada mais promissor do que eles assumirem protagonismo em um dos mais importantes espaços de tomada de decisão global.

Para garantir que essas vozes estejam presentes na COP30, o programa Jovem Campeão Climático selecionou 24 pessoas para representar o país como embaixador da juventude climática durante as negociações. Apenas um deles será escolhido pelo governo federal.

O edital, lançado pela Secretaria Nacional da Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República, recebeu 154 inscrições. O destaque foi para as candidaturas femininas, que representaram 62%.

Entre os finalistas, está a gaúcha Cláudia Backes, de 33 anos, natural de Dois Irmãos, formada em publicidade pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Ela desenvolve projetos que unem tecnologia, inovação e sustentabilidade.

Gaúcha, comunicadora e movida pela mudança

Cláudia soma 15 anos de experiência na área de tecnologia climática, liderando projetos que ajudam empresas a alcançarem práticas sustentáveis e a enfrentarem os desafios ambientais.

“A minha “tese” é usar a tecnologia e a inovação para escalar soluções para os problemas reais do mundo e aí que encontro os desafios da crise climática. Desde o início da minha carreira me envolvi em iniciativas sociais. Não consigo imaginar inovação sem impacto e essa tem sido a minha bandeira.” destaca.

Nos últimos anos, foi executiva de uma startup com foco no mercado de crédito de carbono – movimentado com base na não emissão de gases de efeito estufa à atmosfera.

Em 2023, representou a empresa na COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Cláudia durante a COP28, em Dubai | Foto: Arquivo pessoal/ Cláudia Backes/ CP

Um olhar do sul para a COP30

Para além do conhecimento técnico adquirido ao longo do caminho, Cláudia viu na prática a necessidade de buscar soluções para os impactos das mudanças climáticas após as enchentes de 2024, que devastaram o Estado onde cresceu.

Para ela, a tragédia histórica é um exemplo concreto de que a pauta ambiental não pode ser ignorada.

“Não existe um planeta B, temos apenas esta casa em comum que precisamos proteger juntos. As decisões tomadas em fóruns como a COP determinam políticas e investimentos que podem ajudar a prevenir futuras tragédias ou agravar nossa vulnerabilidade. Precisamos transcender fronteiras geográficas, políticas e econômicas para encontrar soluções verdadeiramente eficazes. Por isso, acredito muito na democratização desse assunto, todo mundo deve poder contribuir nesse diálogo, ele precisa ser acessível e inclusivo para que seja entendido e defendido por todos nós.”

O que é a COP

A COP é um encontro global anual onde líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as mudanças do clima.

O evento ocorrerá entre 10 e 21 de novembro de 2025 na cidade de Belém, no Pará. Representantes de mais de 190 países estarão presentes.

Eixos de discussão:

  • Redução de emissões de gases de efeito estufa;
  • Adaptação às mudanças climáticas;
  • Financiamento climático para países em desenvolvimento;
  • Tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono;
  • Preservação de florestas e biodiversidade;
  • Justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas.