A startup gaúcha Núcleo Vitro conquistou o primeiro lugar na categoria de tração do programa Mulheres Inovadoras, iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A premiação marca o encerramento da etapa regional do programa, após meses de mentorias, avaliações técnicas e apresentações.
Única representante do Rio Grande do Sul entre as startups aceleradas, a empresa havia sido anunciada em setembro como uma das selecionadas para o programa e agora se consolida como destaque no Sul do país. A conquista reforça a presença da biotecnologia gaúcha no ecossistema nacional de inovação e o caráter pioneiro do modelo desenvolvido pela Núcleo Vitro.
“Estar entre as startups premiadas traz uma chancela sobre toda a inovação gerada pela empresa, especialmente na área da biotecnologia. O próprio programa já foi bastante enriquecedor, e encerrar esse ciclo com o primeiro lugar é um reconhecimento importante”, afirma Bibiana Matte, diretora científica e fundadora da startup. Segundo ela, o resultado também posiciona a empresa como um ator relevante no setor de saúde brasileiro, com foco no desenvolvimento de produtos de qualidade.
Durante o programa Mulheres Inovadoras, a Núcleo Vitro participou de mentorias especializadas, treinamentos voltados ao acesso a investimentos e aprofundamento em planejamento estratégico. A empresa também contou com acompanhamento de mentoria de mercado, com foco em inovação, estruturação de processos e crescimento em escala.
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Antes mesmo do resultado final, a startup já havia sido contemplada com o prêmio Mulher Inovadora, no valor de R$ 52 mil, destinado ao desenvolvimento de empresas lideradas por mulheres. Com a conquista do primeiro lugar na categoria de tração, a Núcleo Vitro recebeu mais R$ 48 mil, que serão direcionados integralmente à ampliação das pesquisas em organ-on-a-chip: tecnologia que simula órgãos humanos em escala reduzida, reproduzindo a arquitetura de tecidos reais e funções fisiológicas do corpo, da qual a empresa é pioneira no Brasil.
“Os recursos serão aplicados nos processos de pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento do organ-on-a-chip. Essa premiação permite avançar em uma tecnologia considerada de vanguarda e contribuir para que nossos clientes, especialmente os nacionais, sejam cada vez mais competitivos”, explica Bibiana.
Atualmente, a Núcleo Vitro já possui validação da tecnologia para testes relacionados aos órgãos intestino e fígado. Para 2026, a expectativa é avançar também para sistemas pulmonar, cardíaco e de pele. O modelo permite a realização de testes de segurança e eficácia sem o uso de animais, com potencial para acelerar pesquisas nas áreas farmacêutica e de nutracêuticos.
