Olá, comunidade!
Durante muito tempo, o termo networking foi associado a trocas rápidas de cartões (tenho muitos), conversas superficiais e um certo imediatismo na busca por oportunidades. Mas hoje, numa realidade em que autenticidade e empatia são mais valorizadas do que nunca, emerge uma nova tendência: o “Netweaving”. Tenho escutado muito falar sobre essa tendência e é algo que acredito muito. Já até praticava, mas não conhecia o conceito.
Mais do que gerar contactos, o netweaving propõe conexões verdadeiras, relações que se constroem a partir da escuta ativa, da colaboração e da vontade genuína de apoiar o outro. Por isso, convidei a Danielle Cosme, que, além de ser especialista no assunto, tenho o maior carinho e gratidão por ela. Danielle resume de forma brilhante, como sempre, esse conceito a seguir:
“O netwaving é uma conexão genuína, algo humano, algo que nenhuma IA, quando estamos falando deste mundo atual, vai conseguir reproduzir, porque ele nasce de algo que se chama empatia. É ter empatia por outra pessoa, é sobre se conectar com ela, é te colocar à disposição. É você potencializar outra pessoa sem que isso te agrege ou gere contratos, dinheiro ou alguma outra coisa lá na frente. É esse olhar para o outro e pensar: como é que eu posso ajudar esta pessoa, e entender que talvez possas usar a tua expertise, a tua experiência, a tua rede de contatos e relacionamentos para potencializar o outro. Isso não te desmerece; pode até não fechar um contrato agora, mas retorna de uma forma tão genuína quanto mais tarde. É uma conexão humana que nenhuma IA pode criar.”
Esse olhar humanizado sobre as relações profissionais distingue o netweaving do networking. Ambos têm sua importância, mas já não se trata apenas de abrir portas para negócios imediatos, e sim de criar pontes de confiança que possam gerar oportunidades duradouras e sustentáveis. Afinal, você vai precisar, de tempos em tempos, das relações construídas. Empreender é andar em rede o tempo todo.
Na minha própria trajetória, tive experiências que confirmam a força das conexões genuínas. Um exemplo recente, entre tantos, foi o encontro com a Karine Hassi, idealizadora do evento do Despertar da Inovação. Quando nos encontramos, ela prontamente me convidou para fazer parte de todo processo. Então, nos tornamos amigas e confidentes. O convite surgiu de forma genuína, sem qualquer pedido em troca, e a relação só se fortaleceu com o tempo, validando como uma conexão baseada na empatia, sem expectativa imediata de retorno, pode se transformar em um laço profissional poderoso.
Estamos vivendo em um mundo cada vez mais conduzido pela tecnologia, onde algoritmos e a inteligência artificial aceleram processos e decisões. O netweaving vem para nos mostrar que o valor humano é insubstituível. A empatia, a generosidade e a autenticidade não são replicáveis; são atributos que fortalecem a cooperação e tornam as redes de relacionamento mais vivas e significativas. O netweaving não é apenas uma tendência, mas uma mudança de paradigma na forma como nos relacionamos.
Vocês já conheciam? Me conta!
Um abraço, fiquem bem e descansem quando necessário.
Lu Brito é mãe, empreendedora há mais de nove anos e CEO do espaço kids Gurizada Faceira. Atua como gestora de projetos e comunidade no ecossistema de inovação, gestora de projetos na B2Mamy e mentora de startups. Também é líder de inovação e articulação na Odabá - Associação de Afroempreendedores do RS.
