Se tem um tema que acompanha a vida da maioria das mulheres desde a adolescência, é a depilação. A relação com os pelos é extremamente pessoal — e, muitas vezes, conflituosa. Eu mesma já passei por vários métodos, produtos, erros e acertos até entender o que funcionava (ou não) para mim. E claro, esse caminho inclui muitas histórias envolvendo axilas, pernas e, principalmente, a virilha.
Comecei minha jornada com cremes depilatórios, ainda bem novinha. Usava os da Veet para depilar axilas, pernas e virilha. Naquela época, só fazia o famoso “contorno do biquíni”, até para prevenir alguma possível irritação.
Depois, me aventurei com as lâminas, e foi aí que minha pele sensível começou a dar sinais claros de incômodo. A virilha, em especial, sofria com alergias e pelos encravados. Ainda assim, com o tempo, acabei recorrendo a ela como método principal. Sempre gostei das opções da linha Vênus da Gillette, principalmente os modelos com fitas de gel ou cabeça flexível, que considero mais suaves, e que agora tem produtos especialmente desenvolvidos para peles sensíveis.
Curiosamente, depois da minha primeira experiência com depilação a laser (conto mais sobre em seguida), minha pele ficou menos reativa — o que me permitiu manter por anos uma rotina de depilação íntima com lâmina sem tanto sofrimento.
A cera foi minha fase mais intensa (e dolorosa). Usei por muito tempo, e acabei me tornando praticamente refém desse método por anos. Doía demais, e ainda havia o incômodo de precisar esperar os pelos crescerem para marcar uma nova sessão. Mas, hoje em dia, só mantenho a cera para o buço, com aquelas folhinhas prontas, práticas e que considero mais seguras! Até porque, uma vez, já fiz com cera quente e me queimei.
As folhinhas quebram um baita galho. Já usei de várias marcas diferentes ao longo do tempo: testei opções da Veet, Depimel, Depi Roll, e todas cumpriram o seu papel! Apesar de ser possível aquecer friccionando no dorso da mão, minha dica é aquecer com um secador de cabelo, mas sempre tomando cuidado para não esquentar demais.
Nunca me arrisquei a fazer a depilação com linha no corpo, só testei no rosto. Adotei a técnica no ano passado para fazer minhas sobrancelhas – quando resolvo fazer, pois já faz um tempo que resolvi adotar um visual mais “natural”.
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E aí chegamos ao que eu considero o suprassumo da depilação: o laser.
Minha primeira experiência com depilação a laser foi em 2013, num salão de beleza, onde fiz cerca de quatro sessões – e doía muito! Em 2022, resolvi tentar novamente e fiz mais duas sessões em uma franquia da área. Foram experiências pontuais, sem continuidade, mas que já indicavam o potencial do método: sentia os pelos diminuindo, e, como abordei antes, também ajudaram na questão da dessensibilização da pele da área íntima.
Mas, agora em 2025, fui convidada a conhecer a Espaçolaser, e a experiência foi completamente diferente de tudo que já tinha vivido. Fiz a primeira sessão na virilha e nas axilas, e posso dizer com tranquilidade: senti muita diferença logo de cara. Os pelos ficaram mais finos, a pele menos irritada (o que por vezes ainda acontecia) e super macia! E aquela coceira ou ardência pós-depilação simplesmente não aconteceu.
O diferencial foi a tecnologia nova de resfriamento que eles estão usando: em vez do tradicional gás criogênio, o procedimento agora é feito com um jato de ar frio contínuo, que mantém a pele resfriada e segura durante a aplicação do laser. Isso diminui a dor e o risco de queimaduras — e, para mim, tornou a sessão muito mais tranquila.
Não vou dizer que é indolor. Sou muito sensível à dor e, especialmente na virilha, senti sim. Mas é algo que eu faria de novo, considerando o benefício de me livrar de vez dos pelos indesejados. De quebra, essa nova tecnologia ainda tem um lado sustentável: dispensa o uso de cilindros de gás e reduz o impacto ambiental — inclusive no meu dia a dia, já que agora tomo banhos mais curtos e produzo menos resíduos do que com métodos anteriores, como lâminas, ceras e afins.
Depois de tantos anos tentando, pausando e adaptando minha rotina de depilação, posso dizer que agora sinto que encontrei uma solução duradoura, confortável e compatível com a minha pele! Se você ainda está nesse dilema entre métodos e peles sensíveis, talvez o laser possa ser uma boa escolha para você também. Não vou mentir: dói um pouco e o valor é mais alto que outro método, mas acredito que devamos considerar como um investimento para quem quer se ver livre dos pelos e das intercorrências que podem ocorrer com outras formas de depilação.
Luise Menick é formada em Relações Públicas e iniciou seus trabalhos com maquiagem em 2016, ao realizar um curso profissionalizante com o makeup artist Danilo Aranha, treinador da MAC Cosmetics. Trabalha com maquiagem social, editorial e publicitária.
