Marina Käfer

Dolce & Gabbana assina fantasia de Juliana Paes na Viradouro

Na visão de Marina Käfer, a colaboração histórica eleva o Carnaval ao cenário global. Criação é um encontro simbólico entre duas potências estéticas

Carnaval se consolida como vitrine global de moda, arte e identidade, segundo Marina Käfer
Carnaval se consolida como vitrine global de moda, arte e identidade, segundo Marina Käfer Foto : Reprodução IG / CP

Em um movimento inédito que reafirma a força cultural do Carnaval brasileiro no cenário global, a maison italiana Dolce & Gabbana assina, pela primeira vez, uma fantasia para o desfile de uma escola de samba. O momento ganha ainda mais brilho com o retorno de Juliana Paes à Marquês de Sapucaí, desta vez à frente da bateria Unidos do Viradouro.

Nesse desfile, a escola prestou uma grande homenagem a Mestre Ciça (Moacyr da Silva Pinto), um dos maiores mestres de bateria da história do Carnaval carioca. A parceria com a D&G já pode ser considerada histórica e foi a responsável pelo título de campeã do Carnaval do Rio de Janeiro 2026.

Mais do que um figurino, a criação representa um encontro simbólico entre duas potências estéticas: a exuberância do Carnaval carioca e a sofisticação da alta-costura europeia. A escolha de Juliana Paes, figura amplamente reconhecida por sua beleza, carisma e conexão com o público brasileiro, reforça o peso dessa união. Seu retorno à avenida não é apenas um desfile, é um acontecimento cultural.

| Foto: Reprodução IG / CP

A entrada de uma grife internacional desse porte no universo das escolas de samba sinaliza uma mudança importante: o Carnaval deixa de ser apenas um espetáculo nacional para se consolidar como vitrine global de moda, arte e identidade. Se antes estilistas brasileiros já transformavam fantasias em obras-primas, agora o intercâmbio criativo atravessa fronteiras, elevando ainda mais o nível de visibilidade e prestígio da festa.

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Para a Viradouro, escola que já vem se destacando por sua excelência estética e narrativa, a parceria marca um novo capítulo. É a prova de que tradição e inovação podem caminhar juntas e, mais do que isso, podem dialogar com o mundo sem perder sua essência.

No fim, quem ganha é o próprio Carnaval. Ao incorporar novos olhares e linguagens, ele se reinventa, se expande e reafirma aquilo que sempre foi: uma das maiores expressões culturais do planeta.

E se havia alguma dúvida sobre o lugar do samba na moda internacional, ela acaba de ser dissipada com brilho, plumas e assinatura italiana.

Marina Käfer é formada em Design de Moda e pós-graduada em Comportamento do Consumidor e Moda, Mídia e Mercado. Já foi professora consultora de varejo em instituições como Senac e Sebrae. Tem especializações em styling, jornalismo de moda e visagismo, com experiência no mercado plus size.