Cinco erros de quem começa na academia e como evitar

Orientação profissional, metas realistas e constância ajudam iniciantes a treinar com mais segurança e manter a rotina sem frustração

Acompanhamento profissional ajuda iniciantes a ajustar exercícios, cargas e frequência nas primeiras semanas de treino
Acompanhamento profissional ajuda iniciantes a ajustar exercícios, cargas e frequência nas primeiras semanas de treino Foto : Magnific / Divulgação / CP

Começar na academia costuma vir acompanhado de entusiasmo, metas ambiciosas e aquela promessa conhecida de “agora vai”. Mas, junto com a motivação, também aparecem erros comuns que podem atrapalhar a adaptação, reduzir a constância e até aumentar o risco de dores ou lesões.

Para quem está iniciando uma rotina de exercícios, o caminho mais seguro passa por orientação profissional, ajustes graduais e expectativas compatíveis com o próprio ritmo. Segundo o especialista Leandro Twin, da rede de academias BlueFit, respeitar o tempo do corpo é parte importante do processo. “Evolução não tem a ver com pressa, mas com consistência. Respeitar o tempo do corpo é essencial para garantir resultados duradouros”, afirma.

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1️⃣Querer fazer tudo ao mesmo tempo

Um dos erros mais comuns entre iniciantes é tentar compensar o tempo parado com excesso de treino logo nas primeiras semanas. Treinar todos os dias, aumentar carga rapidamente ou experimentar várias modalidades ao mesmo tempo pode parecer dedicação, mas tende a gerar cansaço excessivo e desmotivação.

O ideal é construir uma rotina progressiva, com frequência possível de ser mantida. O acompanhamento de professores ajuda o aluno a encontrar um ritmo adequado, sem pular etapas nem transformar o início da prática em uma experiência desgastante.

2️⃣Ignorar a orientação profissional

Copiar treinos da internet ou seguir dicas genéricas também pode comprometer os resultados. Cada pessoa tem objetivos, histórico de saúde, nível de condicionamento e limitações diferentes. Por isso, a orientação profissional é importante desde o início.

Instrutores conseguem ajustar exercícios, cargas, intervalos e intensidade conforme o perfil do aluno. Esse acompanhamento também ajuda a evitar comparações com outras pessoas, um hábito comum em academias e redes sociais, mas pouco útil para quem está começando.

3️⃣Executar os exercícios de forma incorreta

A pressa em evoluir pode levar à execução errada dos movimentos. Quando a técnica é deixada de lado, o exercício tende a perder eficiência e pode provocar dores ou lesões.

“Não adianta aumentar a carga se o movimento está errado. A base de tudo é a execução correta”, reforça Twin. A atenção à postura, ao ritmo e à amplitude dos movimentos deve vir antes do aumento de peso ou da intensidade. Aulas coletivas, como funcional, dança, bike indoor e pilates, também podem ajudar o iniciante a ganhar confiança corporal e melhorar a coordenação.

4️⃣Criar expectativas irreais

Esperar mudanças muito rápidas no corpo é outro ponto que costuma gerar frustração. Resultados consistentes levam tempo e dependem de regularidade. Além disso, nem toda evolução aparece imediatamente no espelho ou na balança.

Indicadores como disposição, melhora do sono, ganho de força, resistência e bem-estar também fazem parte do processo. Em algumas unidades da BlueFit, a balança de bioimpedância é usada como ferramenta de acompanhamento da composição corporal, com dados sobre massa muscular e percentual de gordura. O recurso, no entanto, não substitui avaliação médica e pode variar conforme hidratação, alimentação e rotina.

Não manter a constância

Treinar intensamente por poucos dias e abandonar a rotina logo depois é mais comum do que parece. Para quem está começando, a frequência costuma ter mais impacto do que sessões muito longas ou pesadas.

Criar uma agenda viável, escolher horários compatíveis com a rotina e variar modalidades pode ajudar a manter a rotina. A prática de exercícios tende a se tornar mais sustentável quando deixa de ser encarada como obrigação e passa a fazer parte do cotidiano.