Na última semana, a Meta retirou os filtros criados por usuários que simulavam alterações estéticas e adicionavam maquiagem e outros efeitos “embelezadores” do Instagram e Facebook. A decisão estimula o debate sobre como essas ferramentas moldam comportamentos, influenciam a autoestima e reforçam padrões de beleza que na maioria das vezes são inatingíveis.
Uma pesquisa realizada em 2024 pelo aplicativo Bumble revelou que 83% dos brasileiros sentem uma grande pressão para se adequar aos padrões de beleza impostos pela mídia. A exposição constante a imagens “perfeitas” nas redes sociais contribui diretamente para essa sensação de inadequação, especialmente entre mulheres, com 71% delas admitindo ter alterado sua aparência para atender a essas expectativas.
Os filtros de beleza, que permitem modificações como afinar o rosto, suavizar a pele e alterar traços faciais, funcionam como estimulantes para essa pressão. Os usuários desenvolvem um relacionamento tóxico com a própria imagem, pelo apego a uma versão distorcida da realidade, que reforça a ideia de que a aparência natural não é suficiente.
💆♀️ Relação entre filtros e o impacto na autoestima
Para alguns, os filtros começaram como uma brincadeira, mas rapidamente se transformaram em uma ferramenta que alimenta comparações e padrões irreais. A pesquisa ainda mostra que 59% das mulheres se sentem inseguras com sua aparência após se exporem a esses “looks perfeitos”. Entre os homens, mais de 6 em cada 10 também relatam sentir o peso dessa cobrança.
Segundo Vanessa Lacerda, psicóloga e especialista em relacionamentos do Bumble, “os relacionamentos podem ser prejudicados quando os padrões de beleza das redes sociais minam a autoestima, gerando insegurança e uma busca incessante por validação”.
Com a popularização dos filtros, muitos usuários passam a questionar sua aparência natural. A busca por curtidas e comentários que validem a imagem filtrada reforça uma relação de necessidade de aprovação externa. Esse ciclo alimenta sentimentos de desconforto com a própria imagem e até mesmo insegurança em interações pessoais.
❌ Proteja-se das expectativas irreais da mídia
A decisão do Instagram de remover filtros estéticos criados por usuários tem sido considerado um marco no combate à cultura tóxica dos padrões de beleza irreais. Ao reduzir a exposição a essas ferramentas, há uma oportunidade de incentivar um relacionamento mais saudável com a própria imagem.
Mas essa mudança não é suficiente por si só. Para lidar com os impactos deixados pela era dos filtros, é essencial adotar medidas que promovam a aceitação e a diversidade.
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Aqui estão três dicas para combater os efeitos dos filtros e cultivar uma relação mais positiva com o seu corpo:
✅ Siga perfis de criadores que promovam positividade corporal: Escolha influenciadores, marcas e criadores de conteúdo que defendam a diversidade e a aceitação corporal. Ao se cercar de pessoas que compartilham momentos autênticos e sem filtros, você combate as imagens irreais que dominam as redes sociais e aprende a valorizar a beleza em suas variadas formas.
✅ Estabeleça limites nas redes sociais: Limite o tempo gasto em plataformas que constantemente promovem a perfeição. Se necessário, deixe de seguir ou silencie contas que despertem sentimentos de inadequação, ajudando a manter um ambiente digital mais positivo.
✅ Foque no que seu corpo pode fazer, e não apenas na aparência: Valorize seu corpo por sua força, habilidades e saúde. Práticas como exercícios físicos, mindfulness e rotinas de autocuidado ajudam a mudar o foco da aparência para as capacidades do corpo, fortalecendo a relação positiva com ele.
