Skincare ganha espaço no roteiro de quem planeja viajar em 2026, aponta levantamento

Estudo revela que o autocuidado está entre as principais tendências do turismo para o próximo ano; descubra o que mais promete inspirar os viajantes

Segundo o estudo, 37% dos viajantes brasileiros querem mergulhar na cultura de beleza local
Segundo o estudo, 37% dos viajantes brasileiros querem mergulhar na cultura de beleza local Foto : Unsplash / CP

O skincare é o novo foco dos roteiros de viagem. Segundo o Travel Trends 2026, relatório global da plataforma de busca de viagens Skyscanner, o autocuidado está no centro das próximas experiências de turismo. Batizada de “Glowmads” (glow + nomads), a tendência revela que 41% dos viajantes brasileiros afirmam realizar atividades de beleza durante as férias por considerarem parte de sua prática de autocuidado, enquanto 37% querem experimentar a cultura de beleza local.

Entre os mais jovens, esse comportamento é ainda mais forte: 46% da Geração Z dizem planejar visitar lojas e spas locais durante viagens em 2026, em comparação a apenas 10% dos boomers.

A tendência revela que 33% dos brasileiros pretendem comprar produtos de beleza e skincare locais durante as viagens, incorporando o autocuidado às experiências de conhecer novos destinos.

“A beleza deixou de ser uma etapa do pós-viagem para se tornar parte da jornada. Vemos uma transformação em que o skincare durante o voo, a caça a produtos em farmácias tradicionais e a descoberta de marcas locais se tornam rituais de conexão cultural e pessoal”, explica Isla dos Santos, especialista em voos e viagens do Skyscanner.

As experiências de viagem estão sendo redesenhadas para quem busca unir bem-estar, autocuidado e estética. O relatório mostra que as conversas sobre viagens em fóruns e comunidades de beleza, como Reddit, cresceram 215% no último ano, especialmente em tópicos sobre como adaptar rotinas de skincare durante voos ou descobrir produtos locais em farmácias tradicionais.

Os duty-free viraram paradas obrigatórias, com 46% dos viajantes planejando comprar produtos de beleza, incluindo skincare, maquiagem e fragrâncias. No entanto, a busca por autenticidade segue forte: 45% buscam lojas de beleza locais, como farmácias francesas e lojas de produtos coreanos, por exemplo, transformando a descoberta de produtos em uma imersão cultural.

Para completar a experiência, 36% dos viajantes confessam testar ou guardar produtos de cuidado pessoal dos banheiros dos hotéis para experimentarem.

O crescimento do mercado de beleza portátil, como os kits e produtos em tamanho viagem que levam praticidade para a mala de mão, é prova disso.

“Os viajantes buscam velocidade e simplicidade, mas sem abrir mão da experiência sensorial. Priorizar a beleza deixou de ser apenas um luxo e agora faz parte de como os viajantes aproveitam os momentos do dia a dia”, comenta Isla.

Novas experiências com propósito

Além da tendência relacionada à beleza, a pesquisa aponta que 2026 será o ano em que viajar se torna algo pessoal. O estudo identificou também outras seis formas pelas quais os viajantes estão ressignificando suas jornadas, desde escapadas literárias até o turismo familiar e as viagens para fazer novas conexões. Confira as maiores tendências para o turismo em 2026:

Os sabores nas prateleiras (Shelf discovery)

A prática de visitar supermercados durante as viagens consolidou-se como uma forma autêntica de explorar a cultura local. 39% dos brasileiros pretendem conhecer supermercados e mercearias em suas viagens em 2026.

Entre os principais motivos estão o desejo de descobrir comidas, lanches e bebidas que não existem no Brasil (48%), encontrar souvenirs acessíveis para presentear (35%) e observar o cotidiano em outros países (27%).

“Os supermercados se tornaram quase atrações culturais para os viajantes, oferecendo uma amostra dos hábitos e sabores locais”, analisa Isla.

Viagens literárias (Bookbound)

76% dos brasileiros já fizeram ou considerariam fazer uma viagem inspirada pela literatura. “Os livros podem influenciar a escolha dos destinos das pessoas”, revela Isla.

Segundo o levantamento, 46% dos brasileiros considerariam visitar um destino mencionado em um livro, 44% incluiriam livrarias ou bibliotecas famosas em seus roteiros e 38% gostariam de conhecer as cidades natais de autores.

O destino é o check-in

Para muitos viajantes, o hotel ou a pousada deixaram de ser apenas um lugar para passar a noite e se tornaram o protagonista da viagem. Os números confirmam essa transformação: 61% dos brasileiros já escolheram um destino principalmente por causa de um local onde queriam se hospedar.

A tendência é ainda mais forte entre os mais jovens: 64% da Geração Z e 66% dos Millennials, em comparação com 38% dos Boomers.

“Estamos vendo as acomodações saírem do pano de fundo e assumirem o centro do palco, tornando-se experiências por si só”, afirma a especialista em voos e viagens do Skyscanner.

Conexões aéreas e humanas

Quando o objetivo é conhecer novas pessoas, o levantamento aponta que 75% dos brasileiros já fizeram ou considerariam fazer uma viagem partindo desse ideal. Segundo Isla, “os dados refletem uma mudança na forma como as pessoas viajam sozinhas. Mais do que independência, a jornada solo está se tornando também um espaço de socialização.”

Essa abertura é ainda mais evidente entre os mais jovens: 85% da Geração Z e 79% dos Millennials já fizeram ou considerariam esse tipo de viagem, em comparação com 63% da Geração X e 56% dos Boomers.

Veja Também

Mudança de altitude

As montanhas serão verdadeiros refúgios em 2026. Mais do que pelos esportes radicais, elas atraem pela promessa de ar puro, silêncio e bem-estar.

“87% dos brasileiros já planejam ou consideram uma viagem para regiões montanhosas no verão ou outono de 2026, o que mostra que o turismo de altitude deixou de ser um nicho e passou a conquistar um público muito mais amplo”, revela.

Milhas em família

As chamadas viagens multigeracionais, que reúnem pais, filhos e avós, estão em alta. 69% dos brasileiros viajariam com familiares por prazer genuíno, enquanto 24% fariam isso para tornar as férias mais acessíveis.

“Essa tendência reflete o desejo de criar memórias coletivas e fortalecer laços, mas também está relacionada a questões práticas, como o compartilhamento de custos”, explica Isla.

Entre os mais jovens, o movimento é ainda mais evidente: 43% da Geração Z viajou com os pais e 61% dos Millennials com seus filhos pequenos nos últimos dois anos.

O relatório completo com mais informações pode ser acessado neste link.