Abdominoplastia pós-gravidez: como corrige a diástase

Cirurgia busca restaurar firmeza abdominal e tratar o afastamento dos músculos retos, condição comum após a gestação

Flacidez e alterações abdominais após a gestação são motivos comuns de procura pela abdominoplastia
Flacidez e alterações abdominais após a gestação são motivos comuns de procura pela abdominoplastia Foto : Freepik / Divulgação / CP

A abdominoplastia no pós-gravidez tem sido procurada por mulheres que enfrentam alterações após a gestação, como flacidez, excesso de pele e diástase abdominal. O Brasil aparece como um dos principais centros mundiais desse tipo de cirurgia. Segundo o Global Survey 2023 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgado em 2024, o país é o 2º no mundo em número total de procedimentos estéticos, atrás apenas dos Estados Unidos, e lidera o ranking global em cirurgias plásticas estéticas, com cerca de 2,1 milhões de operações realizadas em 2023.

A diástase abdominal, caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen durante a gestação, é uma das principais razões que levam mulheres a buscar o procedimento. A condição pode gerar abaulamento abdominal, perda de firmeza, desconforto físico e impacto na postura. Na abdominoplastia pós-gravidez, o cirurgião remove o excesso de pele e gordura, reposiciona a musculatura enfraquecida e sutura os músculos quando há diástase, restaurando a tonicidade da parede abdominal.

Os dados da ISAPS mostram que a maior parte das abdominoplastias é realizada por mulheres entre 35 e 50 anos, faixa etária que coincide com o período pós-reprodutivo e com o momento em que muitas buscam corrigir sequelas deixadas pelas gestações anteriores. A predominância feminina também é expressiva: mais de 90% das pacientes desse tipo de cirurgia são mulheres.

Mais saúde e qualidade de vida

Para o cirurgião plástico Alexandre Kataoka, os benefícios não se limitam ao contorno corporal. Ele afirma que a correção da diástase pode melhorar a postura, reduzir dores lombares e recuperar o suporte abdominal, com impacto direto na qualidade de vida. Em alguns casos, a abdominoplastia pode ser associada à lipoaspiração para aprimorar o contorno abdominal.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reforça que combinações cirúrgicas conhecidas no mercado como “Mommy Makeover”, que reúnem cirurgias de mama e abdômen, devem respeitar limites de segurança. Quando o tempo cirúrgico é elevado, a recomendação é dividir o procedimento em etapas para reduzir riscos.

O pós-operatório inclui repouso, uso de cinta abdominal e suspensão temporária das atividades físicas. O tempo de recuperação varia conforme a extensão da cirurgia e as características individuais de cada paciente. Para especialistas, a abdominoplastia pós-gravidez tem se consolidado como uma etapa de reconstrução física e emocional para mulheres que buscam corrigir alterações deixadas pela gestação.

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