Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia indicam que cerca de 42 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de alopecia — condição caracterizada pela queda acentuada de cabelo. Embora seja mais associada ao público masculino, a alopecia também afeta mulheres de diferentes faixas etárias e pode impactar de forma significativa a autoestima e o bem-estar emocional.
Nos últimos anos, a crescente busca por soluções e diagnósticos trouxe à tona a importância de entender e tratar a condição. A alopecia pode ter origens variadas — desde fatores genéticos e hormonais até estresse, deficiências nutricionais ou doenças autoimunes. Por isso, estar atento aos sinais do próprio corpo é essencial.
“O cabelo costuma cair um pouco todos os dias, o que é normal. Mas, quando essa queda se intensifica, formando falhas visíveis ou deixando grande quantidade de fios no travesseiro, no banho ou na escova, é hora de procurar ajuda médica”, orienta Raul Cartagena Rossi, médico membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e consultor da marca de cuidados com a pele TheraSkin.
O especialista explica que há diferentes tipos de queda de cabelo, como a alopecia androgenética (ou calvície), a alopecia areata (de origem autoimune), a alopecia de tração (comum em usuários de tranças e apliques), quadros de eflúvio telógeno (queda de cabelo pós infecções agudas, parto ou situações de estresse, por exemplo).
Existem ainda as alopecias cicatriciais, consideradas mais graves, pois envolvem a destruição dos folículos capilares e, em geral, não apresentam reversão com os tratamentos hoje disponíveis.
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Para quem deseja prevenir ou cuidar melhor da saúde capilar, Raul destaca cinco dicas essenciais:
1. Observe os sinais do seu corpo
Identificar mudanças na quantidade de fios que caem diariamente é o primeiro passo para um diagnóstico precoce e mais eficaz, fisiologicamente perdemos em média 100 a 150 fios por dia, mais do que isso pode ser um sinal de transtornos capilares.
2. Evite penteados muito apertados
Tranças, coques e rabos de cavalo frequentes podem causar tração excessiva e danos ao couro cabeludo.
3. Alimente-se bem
Deficiências de nutrientes como ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B impactam diretamente a saúde dos fios.
4. Gerencie o estresse
Situações prolongadas de tensão e ansiedade podem interferir no ciclo de crescimento capilar.
5. Cuidado com receitas caseiras e dicas da internet
Automedicação ou uso de produtos sem orientação médica podem agravar o quadro.
De acordo com o médico, o tratamento dependerá do tipo e da causa da alopecia, podendo envolver desde medicamentos tópicos, injetáveis e até medicação oral. “Hoje já contamos com bons recursos para controlar a queda e estimular o crescimento dos fios, desde que o paciente receba o diagnóstico correto e siga uma rotina adequada de cuidados”, reforça.
