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Cães e bombeiros participam de treinamento de busca, resgate e salvamento em São Leopoldo

Ao todo, 11 cães, cinco machos e seis fêmeas, com idades entre 18 meses e oito anos, faixa considerada ideal para atuação operacional, participam até sexta-feira, da atividade no Vale do Sinos

A certificação consiste em treinamento em duplas para que eles possam atuar em operações
A certificação consiste em treinamento em duplas para que eles possam atuar em operações Foto : CBMRS / Divulgação / CP

Trinta bombeiros militares, seis deles do Rio de Janeiro, além de um árbitro da certificação, mais 11 cães (cinco machos e seis fêmeas), com idades entre 18 meses e oito anos, faixa considerada ideal para atuação operacional, participam até sexta-feira, em São Leopoldo, da Certificação Nacional de Busca, Resgate e Salvamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar. A certificação consiste em treinamento de binômios, que são duplas compostas por um bombeiro militar e um cão, para que eles possam atuar em operações.

De acordo com a major Karyn Savegnago de Oliveira, que coordena a ação, os treinamentos são diários, em dois turnos, e ficam a cargo dos condutores (chamados cinotécnicos). "Desde filhotes, os cães têm a oportunidade de conhecer diversos ambientes e explorar o convívio social. Eles são preparados ao longo de um período que varia de um ano e meio a dois anos para participar da prova de certificação, na qual o binômio (homem e cão) é testado. Tudo isso busca simular o cenário mais fiel possível de uma busca real que, em sua grande maioria, ocorre em ambientes rurais. Portanto, no solo."

Durante a semana, os binômios serão submetidos a uma série de avaliações que vão desde inspeção veterinária até testes de habilidades fundamentais, com obstáculos que simulam situações reais de busca. Na etapa final e mais desafiadora é a busca em ambiente rural, nas modalidades de pessoa viva, restos mortais e odor específico.

A major explica que primeiramente, o Corpo de Bombeiros investe na qualificação do militar, que recebe formação específica para o treinamento de cães de busca, resgate e salvamento. Em 2025, a instituição promoveu o 1º Curso de Busca, Resgate e Salvamento da corporação. O condutor formado está apto a treinar e conduzir um animal. O cão treinado e com a idade adequada pode participar da prova de certificação; se aprovado na avaliação, o binômio poderá ser empregado pelos bombeiros em ocorrências e operações reais.

"Sim, o cão deve ter um vínculo muito forte com seu condutor. Portanto, ele já é totalmente acostumado com o bombeiro. Para o militar, o cão é quase uma extensão de seu corpo, são verdadeiros parceiros. Neste sentido, o cão bombeiro militar é treinado para procurar uma pessoa que nunca viu, em um lugar onde ele nunca esteve antes", explica ela.

Karyn explica que na busca por varredura de área, no odor específico, o condutor apresenta uma peça de roupa da vítima, por exemplo, e o cão é capaz de reconstituir o caminho percorrido por ela. Já na varredura de área, o cão localiza qualquer pessoa (viva ou morta) presente naquele ambiente.

"O principal desafio é a busca incansável pela excelência, garantindo que todos os cães em operação sejam certificados em provas específicas. Quanto aos benefícios, o primeiro é que o ser humano ainda não inventou tecnologia que supere o poder do faro canino. Além disso, o tempo de resposta em operações diminui drasticamente e há economia de recursos, pois um único cão é capaz de varrer a mesma área que 20 pessoas."

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