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Cão Orelha: suspeitos viajam à Disney e familiares negam fuga de responsabilidade

Animal foi espancado e morreu em Santa Catarina

Cão Orelha teve de ser sacrificado na praia Brava após ser espancado
Cão Orelha teve de ser sacrificado na praia Brava após ser espancado

O caso do cão Orelha, em Santa Catarina, teve novos desdobramentos nessa segunda-feira. Dois dos adolescentes suspeitos de estarem envolvidos no espancamento viajaram para a Disney, nos Estados Unidos. Os familiares se pronunciaram sobre o caso e negaram o envolvimento no crime, além de justificar a viagem aos Estados Unidos, dizendo que a ida estava programada. As informações são do site ND+.

Uma das famílias dos suspeitos disse que a viagem do filho para Orlando não se trata de fuga de responsabilidade. “O fato de nosso filho estar em viagem programada há muitos meses é transformado em algo suspeito, em fuga de responsabilidade. Nada disso procede, queremos que todo esse caso seja solucionado o mais rápido possível”, afirma.

O cachorro, que fazia parte da comunidade da praia Brava, em Florianópolis, foi encontrado com ferimentos profundos em diferentes partes do corpo. Por conta das lesões, o animal precisou ser sacrificado.

De acordo com a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, responsável pela investigação, há indícios de autoria do crime por parte do grupo de adolescentes. Os pais dos envolvidos apontados teriam sido ouvidos na semana passada.

De acordo com informações da 10ª Promotoria de Justiça, "diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas para os próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação dos elementos reunidos pela autoridade policial".

O que dizem as famílias

Duas das famílias cujos filhos adolescentes estão sendo acusados de terem participação no caso do cachorro Orelha se manifestaram por meio da assessoria de imprensa ANK Reputation. Em nota divulgada na segunda-feira (26), as famílias questionaram a veracidade dos vídeos divulgados sobre o assunto e relataram ameaças.

Em nota, uma das famílias colocou que com “toda a veemência, que nosso filho não tem qualquer relação com esse fato, não participou e não colaborou de nenhuma forma para que ocorresse”.

Segundo os familiares, o local das agressões, as pessoas envolvidas e as imagens da morte do cão variam a cada publicação. Conforme eles, o filho foi ligado ao caso com base em “fragmentos de vídeos indevidamente associados aos fatos e informações desconexas e não checadas, que levam a interpretações equivocadas”.

O comunicado de outra família também afirma “com absoluta segurança, que nosso filho não teve qualquer participação nesse episódio e que nos somamos às pessoas que estão pedindo às autoridades o total esclarecimento do fato”.

“Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra os autores da agressão. Nosso filho não está nele. Fotos sem relação com o episódio são apresentadas como provas de crimes graves”, afirma ainda a defesa.

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