Capivaras seguem no Arroio Dilúvio quase um ano após aparecerem em Porto Alegre

Família, que aumentou no ano passado, se instalou no trecho final do Arroio Dilúvio e não será retirada

Capivaras à beira do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre
Capivaras à beira do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre Foto : Alina Souza

Quase um ano após serem vistas pela primeira vez na região, capivaras seguem vivendo às margens do trecho final do Arroio Dilúvio, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre. Na manhã de segunda-feira, os animais podiam ser observados no gramado do talude do corpo d’água, na avenida Ipiranga. Os filhotes dormiam no local, enquanto os adultos permaneciam deitados, mas atentos ao movimento ao redor.

A cena, que antes chamava a atenção, já virou parte da rotina no local. O grupo foi avistado pela primeira vez em meados de maio do ano passado e, desde então, passou a frequentar a área próxima à foz do arroio. A principal hipótese é que os animais tenham sido levados até o local pelas enchentes de 2024.

Após o surgimento das capivaras, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e órgãos ambientais do município instalaram placas de alerta na região para orientar motoristas e pedestres e reduzir o risco de acidentes.

As capivaras são consideradas os maiores roedores do mundo. Segundo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), indivíduos adultos podem chegar a cerca de 75 quilos. A espécie se alimenta principalmente de gramíneas e costuma evitar interação direta com pessoas.

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O monitoramento dos animais é acompanhado pelo Gabinete da Causa Animal de Porto Alegre, que avalia que eles podem ter sido transportados pelo curso das águas durante a enchente a partir de áreas onde a espécie é mais comum, como as ilhas da região do Arquipélago de Porto Alegre.

Em outubro do ano passado, os cinco filhotes que já eram vistos desde maio aumentaram para dez, somados a um macho e uma fêmea adultos, fazendo com que o cuidado também seja redobrado.

Conforme a Secretaria de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, os animais não serão retirados do local. "Trata-se de animais silvestres, de vida livre, que escolheram permanecer no local em razão da disponibilidade de alimento. A orientação é para que a população não se aproxime, observando os animais à distância e sem interferir, a fim de garantir a segurança tanto das pessoas quanto da fauna”, informou, em nota, a pasta.

Ao longo dos últimos anos, a área próxima à foz do Dilúvio se tornou refúgio para a fauna urbana. Além das capivaras, também já foram registrados no local aves silvestres e mamíferos aquáticos, como lontras.

Uma das preocupações apontadas pelas autoridades é o risco de acidentes, caso os animais se assustem com a presença humana e avancem em direção ao tráfego da avenida Ipiranga. Entre as principais recomendações à população, estão:

  • Não se aproximar das capivaras;
  • Não alimentar os animais;
  • Evitar transitar a pé, à noite, próximo à área:
  • Reduzir a velocidade ao trafegar pelo local;
  • Não tentar capturar ou direcionar os animais — permita que sigam seu curso natural.
Capivaras à beira do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre | Foto: Alina Souza