O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da Promotoria de Justiça de Campo Bom, instaurou expediente para acompanhar o caso do cão comunitário, que atende por Negão, e que foi atingido por um disparo de arma não letal efetuado por um policial militar, na noite de terça-feira.
O MP solicitou informações à Brigada Militar. A BM informou que foi instaurado procedimento no âmbito da Corregedoria. O Ministério Público também acompanha a investigação feita pela Polícia Civil e, desde já, está reunindo provas e notícias veiculadas sobre o caso com o objetivo de responsabilizar cível e criminalmente o autor do fato.
A promotora de Justiça de Campo Bom, Ivanda Grapiglia Valiati, afirma que, conforme o andamento das apurações, não está descartada a propositura de ação cível de indenização contra o Estado do Rio Grande do Sul por dano moral coletivo e dano ambiental. O Ministério Público seguirá acompanhando o caso e adotará as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições legais.
ENTENDA O CASO
Na noite de terça-feira, um policial militar efetuou um tiro contra um cão em Campo Bom, no Vale do Sinos, resultando em ferimentos nas patas traseiras. O resgate do animal foi realizado por integrantes da ONG Campo Bom Pra Cachorro, que atuaram no atendimento do cão após o ocorrido. Atualmente, Negão está internado em uma clínica particular recebendo tratamento veterinário para sanar as lesões. O quadro do animal é estável e ele está for a de perigo.
- Cão Orelha: adolescentes investigados voltam ao país e têm celulares apreendidos em aeroporto - Malhadinho, cão comunitário “salva-vidas” de Capão da Canoa, está desaparecido há quase 20 dias - Cão baleado pela BM vai seguir internado para tratamento das lesões nas patas traseiras, em Campo Bom - MPRS denuncia homem que atropelou intencionalmente dois cães em Encruzilhada do Sul
