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Ministério Público instaura expediente para apurar responsabilidades sobre tiro que feriu cão em Campo Bom

O MP solicitou informações à Brigada Militar, que informou que já foi instaurado procedimento no âmbito da Corregedoria

O MP reúne provas e notícias veiculadas sobre o caso com o objetivo de responsabilizar o autor do fato
O MP reúne provas e notícias veiculadas sobre o caso com o objetivo de responsabilizar o autor do fato Foto : Rafael Pinheiro / Divulgação / CP

O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da Promotoria de Justiça de Campo Bom, instaurou expediente para acompanhar o caso do cão comunitário, que atende por Negão, e que foi atingido por um disparo de arma não letal efetuado por um policial militar, na noite de terça-feira.

O MP solicitou informações à Brigada Militar. A BM informou que foi instaurado procedimento no âmbito da Corregedoria. O Ministério Público também acompanha a investigação feita pela Polícia Civil e, desde já, está reunindo provas e notícias veiculadas sobre o caso com o objetivo de responsabilizar cível e criminalmente o autor do fato.

A promotora de Justiça de Campo Bom, Ivanda Grapiglia Valiati, afirma que, conforme o andamento das apurações, não está descartada a propositura de ação cível de indenização contra o Estado do Rio Grande do Sul por dano moral coletivo e dano ambiental. O Ministério Público seguirá acompanhando o caso e adotará as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições legais.

ENTENDA O CASO

Na noite de terça-feira, um policial militar efetuou um tiro contra um cão em Campo Bom, no Vale do Sinos, resultando em ferimentos nas patas traseiras. O resgate do animal foi realizado por integrantes da ONG Campo Bom Pra Cachorro, que atuaram no atendimento do cão após o ocorrido. Atualmente, Negão está internado em uma clínica particular recebendo tratamento veterinário para sanar as lesões. O quadro do animal é estável e ele está for a de perigo.

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