Passados quase oito meses das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, muitos cães e gatos esperam a chance de ter um novo lar. Em Canoas, mais 400 animais vivem no abrigo gerenciado pela prefeitura. O local foi referência nos resgates e acolhimento dos animais durante a calamidade pública.
Em parceria com o Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC), a Cobasi, por meio do pilar social Cobasi Cuida, quer ajudar esses pets a encontrarem um novo lar. Ainda no primeiro trimestre de 2025, serão ofertados acompanhamento de um especialista em comportamento canino, por seis meses. Também será disponibilizado transporte, pelo IMVC, dos cães e gatos para eventos de adoção em outros estados, além de registro fotográfico para divulgação on-line de todos os pets disponíveis para adoção. A Cobasi reforçará essa grande campanha de doação em seus canais de comunicação.
“Todos estão fazendo o possível e o impossível, mas a quantidade de animais ultrapassou a capacidade do local – que está longe do ideal. Em conjunto com o IMVC, vamos ajudar esses animais e a ampliar as chances deles serem adotados e ainda apoiar o trabalho maravilhoso de quem está à frente desse e de diversos outros abrigos pelo país”, ressaltou Daniela Bochi, gerente da iniciativa social da Cobasi, Cobasi Cuida.
No Brasil
Milhares de cães e gatos aguardam um tutor em abrigos espalhados pelo Brasil. No Rio Grande do Sul, foram 10 mil animais resgatados durante a enchente. Desses, 1,2 mil seguem aguardando um novo lar. A parceria entre o Cobasi Cuida e o IMVC também vai beneficiar e reforçar o acesso à informação para quem pode e quer entrar na corrente de acolhimento aos animais em situação de rua e abandono.
Um novo portal, que será lançado em 90 dias, possibilitará o cadastro de pessoas interessadas em oferecer lar temporário para cães e gatos que estejam em situação de abrigamento. O IMVC, junto ao Centro de Medicina Veterinária do Coletivo da Universidade Federal do Paraná, administrará a ferramenta, que vai integrar e buscar a expansão da rede de apoio para locais que, muitas vezes, ficam superlotados.
“Essa união de esforços aumentará o bem-estar e as chances de adoção dos animais que estão abrigados de forma emergencial desde o desastre ocorrido em abril desde ano. sistema também permitirá ampliar a capacidade de cuidados aos animais que possam vir necessitar de abrigamento, ao expandir a capacidade de reserva. E o mais importante, possibilitará melhores níveis de bem-estar e saúde dos animais e pessoas, com uma melhor socialização e interação humano-animal”, destacou Rosangela Gebara, Diretoria de Projetos e Informações do IMVC.
