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Pesquisa revela mudanças na relação entre gatos e tutores após pandemia

Dissertação de mestrado analisou o impacto do confinamento e do convívio social no bem-estar e no comportamento dos gatos domésticos

om a presença constante dos tutores em casa, estuda indica melhora na qualidade do ambiente dos gatos
om a presença constante dos tutores em casa, estuda indica melhora na qualidade do ambiente dos gatos Foto : Pietro Scopel / Divulgação / CP

A pandemia de covid-19 alterou drasticamente a rotina de todos, mas seus efeitos também foram sentidos por outro grupo: o dos gatos domésticos. Uma pesquisa conduzida pela médica veterinária Maíra Ingrit Gestrich-Frank no mestrado em Biologia Animal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) revelou que a relação entre felinos e tutores mudou durante o período de confinamento.

Apaixonada por felinos desde a infância, Maíra sempre buscou compreender melhor as necessidades e os comportamentos dos animais. Durante a formação em Medicina Veterinária e Psicologia na UFRGS, aprofundou-se no estudo do bem-estar felino, culminando em sua pesquisa de mestrado. “A pandemia proporcionou uma oportunidade única para analisar como a interação entre humanos e gatos influencia o comportamento e a condição corporal desses animais”, explica.

Com a presença constante dos tutores em casa, o estudo observou um aumento no chamado “escore ambiental”, indicando melhora na qualidade do ambiente dos gatos. Houve um acréscimo na oferta de recursos, como arranhadores, locais de descanso seguros e brinquedos interativos. Também aumentaram as interações positivas entre humanos e gatos, como brincadeiras e escovação.

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No entanto, algumas alterações no comportamento dos felinos também chamaram a atenção. Muitos gatos tornaram-se mais afetuosos e brincalhões, buscando maior interação com seus tutores. Por outro lado, comportamentos negativos como agitação, lambedura excessiva, alterações no apetite e eliminação inadequada de fezes e urina também tiveram um leve aumento.

“Durante o confinamento, os gatos passaram mais tempo com os seus tutores. Assim, o aumento do tempo de convivência foi a principal mudança na rotina e na interação social entre humanos e gatos observada no nosso estudo”, aponta Maíra.

A pesquisa apontou que a falta de acesso ao meio externo de maneira segura e uma rotina monótona podem predispor os gatos à obesidade e a outras doenças. Animais que tinham acesso ao ar livre por meio de janelas e pátios telados ou que realizavam atividades físicas apresentaram menor probabilidade de ganho de peso. O estudo sugere que passeios na guia e “catios” (áreas teladas seguras) são alternativas para manter os gatos ativos e saudáveis.

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