A nova picape de porte médio-grande, a Renault Niagara, é o primeiro passo da estratégia que visa a produção e comercialização de 14 novos modelos globais no período de 2026 a 2030.
A Niagara é a primeira a utilizar a plataforma RGPM, que permite a adoção de diversas motorizações. Isso significa que, em breve, haverá uma versão híbrida do modelo. "Dentro de nossa estratégia de oferecer 50% de modelos eletrificados até 2030", afirma Fabrice Cambolive, CEO do Grupo Renault.
Segundo o executivo, a picape Niagara é inteiramente projetada, desenvolvida e produzida na América Latina para os latino-americanos, que modificaram o conceito do veículo, antes essencialmente rural, para um uso mais amplo. Hoje, a utilização da picape no Brasil é versátil: serve tanto profissionalmente, nas atividades agrícolas, quanto para frequentar lugares sofisticados das cidades, como restaurantes de luxo e eventos culturais.
Portanto, os clientes procuram hoje picapes com alto nível de tecnologia embarcada, acabamento interno superior, um exterior sedutor e muito conforto, mas sem renunciar à sua origem de veículo valente e desafiador. "São estes conceitos integrados à Niagara", afirmou Cambolive.
Para o chefe de Design Global do Grupo Renault, Laurens van den Acker, a polivalência é o principal fundamento do projeto: "Este modelo não se limita à imagem tradicional da picape de trabalho. A Niagara reivindica uma dimensão de 'estilo de vida', estatutária. Ela é fiel ao DNA da marca Renault e oferece uma habitabilidade de nível superior, já vista em outros modelos recentes como Kardian e Koleos, ambos SUVs."
"Mas esta habitabilidade vai mais longe ao oferecer versatilidade nos posicionamentos do banco traseiro, propondo arranjos astuciosos no console central. Os arranjos nos bancos traseiros também são criativos e surpreendentes. Enfim, todos os espaços interiores foram projetados para serem otimizados", salienta o designer.
"Aliás, o design interior, particularmente sofisticado e acolhedor, é preenchido com materiais de alto nível, com prevalência de superfícies macias nas coberturas de portas e painéis, visualmente atraentes e agradáveis ao toque. O conforto é digno de um SUV de luxo, inédito em uma picape", salientou.
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Forte personalidade
A Niagara tem 4,90 m de comprimento e altura de 1,72 m. As proporções generosas, destacou van den Acker, reforçam a forte personalidade do modelo. Vista de perfil, suas laterais musculosas e bem marcadas, os para-lamas destacados, as linhas tensas da carroceria e as rodas de 17 ou 18 polegadas (conforme a versão) são elementos estruturais e estilísticos de uma silhueta poderosa, que gera uma identidade única e facilmente reconhecível.
"Pode-se citar ainda o design da traseira, que é diferenciado e moderno. Mas tivemos o cuidado de não colocar esta traseira fora dos códigos tradicionais de uma picape. A Niagara é, sobretudo, força com equilíbrio e beleza que seduz", concluiu.
Em relação à mecânica e tecnologia, a Niagara traz o sistema ADAS de última geração que, segundo a engenharia da Renault, funciona como uma espécie de "seguro de vida".
Dos múltiplos airbags e zonas de deformação programada aos sistemas de segurança vigiados e geridos por inteligência artificial, a Niagara apresenta um nível de segurança ativa e passiva inédito na categoria.
Por exemplo, a central OpenR Link com suporte ao Google Gemini e o sistema Multi-Sense conectam a picape a redes de inteligência e satélites, proporcionando uma condução ainda mais segura e prazerosa.
