A Stellantis enviou à imprensa global um resumo do Fast Lane 2030, o plano estratégico de cinco anos com investimento de 60 bilhões de euros. O projeto visa reposicionar o gigante europeu de origem italiana, que sofreu um abalo recente ao registrar um prejuízo de 160 bilhões de euros no período de 2025.
Mesmo para um grupo automobilístico com 14 marcas, perder tal montante traz reflexos imediatos junto aos investidores. Estes se viram privados de dividendos e demonstraram preocupação com os rumos da companhia, culpabilizando, em parte, o ex-CEO português Carlos Tavares pela má performance. Com a sua saída, assumiu o italiano Antônio Filosa, que anteriormente liderou a Stellantis no Brasil e na América Latina com bons resultados financeiros e de produto.
Os pilares do Fast Lane 2030
Agora, Filosa tem o desafio de devolver o sucesso ao grupo. O plano define que o investimento de 60 bilhões de euros será aplicado em seis fases fundamentais:
- Gestão eficiente de um portfólio de marcas que Filosa define como "incomparável";
- Investimento em plataformas globais, sistemas de propulsão e tecnologia;
- Parcerias que complementem os pontos fortes da Stellantis;
- Otimização das unidades industriais pelo mundo;
- Excelência na execução de processos tecnológicos e industriais para garantir qualidade superior;
- Empoderamento das regiões e equipes locais.
Diante de investidores globais, Antônio Filosa enfatizou que o Fast Lane 2030 é o resultado de meses de trabalho disciplinado e foi concebido para impulsionar o crescimento lucrativo a longo prazo, colocando o cliente no centro de tudo.
Metas de produção e lançamentos
O plano é ambicioso: entre 2026 e 2030, a Stellantis prevê mais de 60 lançamentos de novos veículos e 50 atualizações significativas. A estratégia abrange todos os tipos de motorização:
- 29 veículos totalmente elétricos;
- 15 veículos híbridos plug-in ou elétricos com extensor de autonomia;
- 24 veículos híbridos elétricos;
- 39 veículos com motor a combustão interna ou híbridos leves.
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Foco em margas globais e regionais
O Fast Lane 2030 define a valorização das quatro marcas globais com maior potencial de rentabilidade: Fiat, Jeep, Ram e Peugeot, que receberão 70% dos investimentos. A unidade de veículos comerciais, Pro One, também será valorizada.
O plano diferencia as marcas globais das regionais, como Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo. Estas últimas, fortes em seus respectivos mercados, receberão investimentos para reforçar seus portfólios. Já a icônica Maserati receberá dois novos modelos de supercarros.
Tecnologia e plataformas
Para concretizar essa ambição, o investimento em novas plataformas é essencial. Até 2030, 50% do volume anual global será produzido sobre três plataformas modulares, incluindo a novíssima STLA One. Segundo Filosa, essa plataforma oferece máxima modularidade e competitividade. Os sistemas de propulsão serão multienergéticos, incluindo motores elétricos, híbridos e a combustão de alta eficiência.
