Com mais de 70 anos de atuação no setor siderúrgico, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter avalia que o contexto econômico atual causa dúvidas e imprevisibilidade para todo o mundo. “Posso dizer que, na minha vida profissional, eu nunca vivi um momento de tamanha indefinição”, avalia.
Por ter operação dentro do território norte-americano, ele entende que a empresa da família, uma das maiores produtoras de aço do mundo, está fora da mira das tarifas implementadas para importações. Ainda assim, Gerdau avalia que o cenário econômico global está marcado por forte imprevisibilidade, impulsionada por medidas adotadas pelo governo Donald Trump. “Há uma preocupação, porque essas medidas do governo americano, com todos os seus reflexos, ainda não deu para ter uma fotografia do que realmente vai acontecer”, afirma.
Para ele, é difícil até mesmo encontrar uma razão para o comportamento tão protecionista do republicano Donald Trump. “Qual é o propósito que realmente está existindo por parte do governo americano? Ninguém consegue dar essa resposta. Então, acho que estamos passando por um momento bastante delicado dentro desta expectativa de evoluções mundiais, mas a empresa, em si, está muito estruturada com essa flexibilidade, com operação em vários países”, diz o bisneto do fundador do Grupo Gerdau.
História guardada
Gerdau refletiu sobre o turbulento cenário externo ao relembrar a história da empresa, fundada em 1901, e que ele ajudou a ampliar e consolidar ao longo dos anos. Ao visitar o arquivo fotográfico e o acervo de jornais do Correio do Povo, o empresário consultou a edição do dia de seu nascimento em 8 de dezembro de 1936. Também observou acontecimentos históricos registrados nas páginas e fotos catalogadas. “Pela prática do esporte, eu tive muito contato com o Correio desde muito jovem”, explica, dizendo que levava os resultados das competições de hipismo diretamente na sede do impresso. O pioneirismo dele no surfe no Rio Grande do Sul também ficou registrada nas páginas do impresso.
“É um patrimônio cultural do Estado inestimável. Felizmente, o jornal está numa condução com muita consciência de preservação desse patrimônio histórico que vale muito.”
Arquivo do Correio do Povo
Há hoje no arquivo mais de 3 milhões de negativos e cerca de 2,5 milhões de fotos digitalizadas. Um levantamento, realizado até 1982, identificou que tem armazenados no prédio da Caldas Júnior 1,68 milhão de páginas entre Correio do Povo , Folha da Tarde, Folha da Tarde Final, Folha da Manhã, Folha da Tarde Esportiva e Almanaque Correio do Povo. Se contabilizarmos os anos que passaram até agora, o número deve chegar a 4 milhões de páginas. A partir de 1997, todas as edições passaram a ficar disponíveis no site do Correio do Povo para assinantes. Já em 1998, começou o cadastro digital das fotografias.
