Thomas Skidmore foi um historiador norte-americano especializado em temas verde-amarelos.
Na campanha paraguaia, o exército brasileiro engrossou suas fileiras com escravos negros.
Os paraguaios lançaram calúnias racistas sobre os invasores chamando Pedro II de "El Macacón".
Skidmore relata isto em "Uma História do Brasil", tratando o fato como “calúnias racistas”.
Bem depois, os jornais argentinos passaram a abusar de chamar os brasileiros de “macaquitos”.
Em 2005, depois atacar de forma racista Grafite, Desábato promoveu esta pérola: “Insultar é uma coisa comum na Argentina”.
Há 28 anos, em uma semifinal olímpica, o jornal argentino "Olé", especializado em esportes, estampou em sua manchete uma provocação à seleção brasileira de futebol:
"Que venham os macacos".
Não vai muito, um jornalista do UOL foi entrevistar um argentino para falar da escalada da violência entre as torcidas do Brasil e da Argentina.
Acabou "transformado" em macaco em montagem feita por torcedor argentino.
Certa feita, um cônsul argentino disse que "a legislação aqui (no Brasil) é muito dura e o tema racial é de grande atualidade, por isso há muita sensibilidade por essas coisas e a ela se soma a clássica rivalidade futebolística entre argentinos e brasileiros".
Não espanta este colunista que os jogadores da Argentina tenham cantado música racista em festa do título da Copa América:
“Eles jogam pela França / mas são de Angola / que bom que eles vão correr / se relacionam com transexuais / a mãe deles é nigeriana / o pai deles cambojano mas no passaporte: francês".
Amélie Oudea-Castera, ministra de esportes da França, declarou através de suas redes sociais seu repúdio ao episódio:
"Patético. Um comportamento ainda mais inaceitável se for repetido. Fifa, alguma reação?”
Sabem no que vai dar? Em nada.
