CARLOS CORRÊA / INTERINO
Há um evidente exagero na postura de Paulo Pezzolano em associar as decisões do árbitro de vídeo Daniel Bins a uma preferência clubística. O Inter tem todo o direito de reclamar quando se sente atingido por supostos ou eventuais equívocos da arbitragem. Mas certas linhas precisam ser respeitadas.
Bins não está livre de críticas, desde que dentro das quatro linhas. O áudio divulgado pela Federação Gaúcha de Futebol ontem levanta mais críticas talvez do que a decisão de campo. A fala do árbitro de vídeo só faltou indicar que a culpa de ter sido atingido pelo cotovelo de Arthur foi de Borré.
Se a expulsão de Bernabei é clara e incontestável, o lance reclamado pelo Inter suscita interpretações das mais variadas. Na velocidade do jogo, achei uma trombada normal. Na velocidade do VAR, o lance dá margem para quem acha que o volante do Grêmio foi, no mínimo, imprudente. De qualquer forma, em decisões que são vistas de várias formas, é difícil apontar erro. Equivocado mesmo foi o áudio.
