O Internacional se aproxima da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro em uma situação que, embora não seja de desespero imediato, evoca o fantasma de 2016.
Restam apenas sete jogos, e a tensão no Beira-Rio cresce.
É impossível ignorar o paralelo histórico.
Em 2016, na 30ª rodada, poucos colorados apostavam na possibilidade de queda.
Naquele momento, o presidente da época, Píffero, proferiu a infame frase "Time grande não cai", em uma clara provocação ao rival Grêmio, que já havia sido rebaixado.
O desfecho, como sabemos, foi a queda do Inter.
A atual direção age com cautela e sabedoria, pois, felizmente, ninguém na direção do Inter cometeu essa frase ainda, e faz bem em não cometê-la.
Atualmente, o Internacional está em uma situação delicada.
Os números frios indicam que há um risco de rebaixamento de 11%.
O risco real não está na porcentagem em si, mas na rodada crucial que se avizinha.
Se o Inter não conseguir vencer o Atlético-MG neste domingo, o cenário muda drasticamente: o time poderá terminar a rodada encostado no primeiro rebaixado.
E o que significa estar "encostado"? Significa um nervosismo ainda maior.
Contudo, se a história nos ensina algo, é que o Internacional já conseguiu sair de situações complicadas, mas nunca saiu sozinho.
A salvação reside, invariavelmente, na força de sua torcida.
Para virar este jogo contra o medo, o clube precisará do seu fator primordial: o torcedor.
O Inter necessitará de 40 mil ou 50 mil torcedores empurrando o time.
A missão da arquibancada é clara e não pode falhar: se o time sair perdendo, empurra. Se o adversário fizer o segundo gol, empurra.
Se houver a vontade de vaiar, deixa para o final.
O apoio incondicional é a única chance de evitar que o espectro de 2016 se materialize.
