Hiltor Mombach

“Extravagâncias sem fim da CBF" já repercutem no Senado

Allan de Abreu assina matéria na revista Piauí que leva como título "As extravagâncias sem fim da CBF".

Allan de Abreu assina matéria na revista Piauí que leva como título "As extravagâncias sem fim da CBF".
No apoio: "Salários turbinados, mordomias e dívida milionária: uma radiografia da gestão de Ednaldo Rodrigues na presidência da entidade"
Trecho
"Enquanto isso, ganharam postos na CBF pelo menos seis nomes vinculados ou indicados pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvol­vimento e Pesquisa (IDP), com o qual a confederação mantém relação direta desde agosto de 2023.
O diretor-geral do IDP é Francisco Schertel Mendes, filho do ministro do STF Gilmar Mendes, fundador e sócio do instituto.
É uma parceria que vai de vento em popa. No dia 7 de de­zembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio havia destituído Rodrigues do cargo por considerar que sua eleição havia sido irregular. Mais uma vez, o dirigente tomou suas provi­dências: recorreu aos tribunais superio­res em Brasília e pagou 6,5 milhões de reais dos cofres da CBF para seu braço direito, o advogado Pedro Trengrouse, embora esse não constasse mais como advogado da entidade.
Duas semanas depois de receber a bolada, Trengrouse desembar­cou em Brasília para ajudar Rodrigues a voltar para o cargo, agora valendo-se de uma nova ação interposta no Supremo por iniciativa do PCdoB, partido do secre­tário-geral da CBF, Alcino Reis Rocha. O julgamento do recurso do PCdoB caiu nas mãos do ministro Gil­mar Mendes. Foi uma dádiva."
Da Agência Senado.
"O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário, criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O parlamentar alegou suposto conflito de interesses na decisão do ministro Gilmar Mendes, que determinou o retorno de Ednaldo Rodrigues à presidência da entidade. Girão destacou que, meses antes da liminar, a CBF firmou contrato com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ligado ao próprio ministro.
— O que me causa incômodo é a celebração de um contrato com a instituição ligada ao ministro do STF, o qual, posteriormente, viria a julgar um caso crucial para a manutenção do cargo do presidente da instituição com a qual essa parceria foi firmada. A proximidade temporal entre a assinatura do contrato e a decisão do STF agrava ainda mais a percepção de um potencial conflito de interesses — afirmou.