Carlos Corrêa / Interino
Há alguns dias, escrevi neste espaço que a Dupla Gre-Nal não está na primeira prateleira do futebol nacional, quiçá nem na segunda. Recebi algumas cornetas de colorados indignados por avaliarem que o Grêmio não está no mesmo nível do Inter no momento. Tudo bem, cada um se engana como preferir.
Mas quem olhar sem paixão para os elencos neste início de temporada vai perceber que não existe muita disparidade entre ambos. A única vantagem – e que sim, pode fazer muita diferença – é que o Inter tem um trabalho (bem) encaminhado desde o ano passado por Roger Machado, enquanto Gustavo Quinteros recém está começando no Grêmio com a missão de suceder uma estátua.
A favor dos tricolores, por outro lado, está uma janela de contratações mais efetiva, com a ótima adição de Cuéllar, e uma base promissora, como tem se visto na Copa São Paulo, onde Gabriel Mec é o destaque, mas há outros meninos para também se acompanhar com atenção. O ponto fraco de ambos no momento está atrás. No Inter em função das lesões e das poucas opções para Roger. No Grêmio, pela tarefa de se reinventar com goleiro, zagueiro e laterais novos.
