Carlos Corrêa / Interino
Em uma entrevista a Romário há poucos dias, Neymar foi questionado pelo Baixinho quem teria que sair do time na Copa do Mundo de 2002 para ele jogar. As opções eram Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo. Só existia uma única resposta possível que era “ninguém, eu não teria lugar neste time”. Mas Neymar respondeu que jogaria no lugar de Rivaldo. Doce ilusão. Ou falta de conhecimento mesmo.
Para início de conversa, Rivaldo foi mais jogador do que Neymar. Mas assim, um oceano mais jogador. Em contrapartida, é claro, foi muito menos marqueteiro, o que pode explicar porque muitos que nunca viram o ex-jogador do Barcelona, Milan, Palmeiras e Corinthians acham que Neymar jogou mais. Nunca chegou nem perto.
Rivaldo era tão bom que não seria exagero ter sido escolhido o melhor jogador das Copas de 1998 e de 2002. Em 1998, na França, ele comeu a bola. A Fifa escolheu Zidane, que de fato arrebentou na final contra o Brasil. Mas se formos analisar a Copa como um todo, o prêmio só tinha dois possíveis destinatários: Rivaldo e Ronaldo.
Depois, na Copa do Japão e da Coreia do Sul, em 2002, foi mais uma vez um dos melhores. Jogou tanto quanto Ronaldo. O atacante, no entanto, chamou mais atenção porque foi o goleador – além de, claro, ter sido fantástico o Mundial todo. O alemão Kahn levou o prêmio mostrando a patetice que era divulgar o nome antes da final. Foi ele quem falhou na decisão em um chute de Rivaldo que Ronaldo aproveitou o rebote. E no segundo gol, a dupla atacou de novo. Rivaldo fez o corta-luz e Ronaldo mandou para as redes.
Neymar poderia aproveitar o tempo livre que gasta com os parças para conhecer um pouco mais da história do futebol do próprio país. Conhecesse e saberia que Rivaldo nunca sairia do time para ele jogar.
