Amigos, o torcedor colorado anda impaciente.
Com justificadas razões.
O conjunto da obra de dois anos sem uma taça sequer é aviltante para um gigante como o Inter.
E eis que 2023 abre carregando uma crudelíssima desesperança.
Na semifinal do Gauchão uma queda brutal contra o modesto Caxias em pleno Beira-Rio.
Veio a estreia na Libertadores e, com ela, o empate frustrante, com as calças na mão, diante o 11º colocado no glorioso campeonato colombiano, o Independiente Medellín.
Assim, curvado pelo peso dos fracassos, de sete anos sem um ruralito sequer, o torcedor foi ver outra estreia, esta na Copa do Brasil.
O rival?
Um time da Série C, o CSA.
Nos tempos dourados, perspectiva forte de piquenique.
Nos tempos atuais, de sofrimento.
O jogo começou com Pedro Henrique perdendo pênalti. O CSA fez 1 a 0. Alan Patrick empatou, mas isso não evitou as vaias, fortes, no final do primeiro tempo.
Na segunda fase, mais um gol de Alan Patrick, um iluminado numa ilha de apagados: 2 a 1.
O time meteu pressão, mas levou bola no poste e viu Keiller fazer milagre.
Ao apito final, mais vaias. Fortes.
Assim, curvado pelo peso da desesperança, o torcedor voltou para casa.
O time não decola!
Gols: Gabriel Taliari, aos 10, e Alan Patrick, aos 23 minutos do primeiro tempo e aos cinco da etapa final
Inter: Keiller; Matheus Dias (Johnny), Vitão, Mercado e Renê; Baralhas (Thauan Lara), Carlos de Peña, Wanderson e Alan Patrick (Lucca); Pedro Henrique (Lucas Ramos) e Luiz Adriano (Alemão). Técnico: Mano Menezes
CSA: Dalberson; Cedric, Ednei, Rafael Foster e Rhuan; Bruno Matias, Moisés (Almir), Tomas Bastos (Yago Henrique), Thiaguinho (Arnaldo) e Robinho (Iago Teles); Gabriel Taliari (Jô). Técnico: Vinícius Bergantin
