Por Alessandra Xavier*
Integrante recorrente no espaço da Feira do Livro de Porto Alegre, o Banco de Livros já arrecadou cerca de 3.085 obras destinadas à doação em instituições sociais da Capital. A iniciativa, que integra a Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), tem como objetivo promover o acesso à leitura em comunidades periféricas, atendendo creches, asilos, associações de bairros, unidades prisionais, entre outros.
Segundo Neli Miotto, bibliotecária responsável pelo Banco de Livros, o total de obras arrecadadas pode ultrapassar 5 mil exemplares, considerando as doações feitas tanto no estande localizado na área infanto juvenil quanto na sede da instituição, no bairro Sarandi. Além desses pontos, o projeto também dispõe de caixas de coleta na banca de informações da Feira do Livro e em espaços do Banrisul, ampliando as possibilidades de contribuição do público.
2,5 mil exemplares
Em Porto Alegre, o Banco de Livros atende praticamente todos os hospitais da cidade, com exceção do Moinhos de Vento e Mãe de Deus. Segundo a bibliotecária, de 2 mil a 2,5 mil exemplares saem mensalmente da instituição com destino a unidades de saúde, onde são distribuídos entre pacientes, acompanhantes e equipes de apoio.
“Este ano, particularmente pós-pandemia, temos uma demanda muito grande de hospitais nos solicitando materiais para pacientes e acompanhantes. Isso inclui crianças, adultos e idosos, enfim, todas as faixas etárias. Por isso, em 2025, focamos na doação de livros infantis e juvenis”, comentou.
A atuação do Banco de Livros, no entanto, vai além da doação de obras. De acordo com Kika Darzé, voluntária da organização na Feira desde 2008, os livros arrecadados são encaminhados à sede da instituição, onde passam por processos de captação, triagem e higienização. Depois dessa etapa, são realizadas visitas técnicas para avaliar a infraestrutura e as necessidades de cada local beneficiado.
Com base nesse levantamento, ocorre a seleção dos títulos de acordo com o perfil do público atendido. Também são organizados os espaços de leitura, além da efetivação da entrega dos acervos. Em parceria com instituições de ensino, o projeto também idealiza salas e bibliotecas comunitárias, doando, além de livros, mobiliário e computadores.
Kika reforça que os livros doados precisam estar em bom estado de conservação, mas os conteúdos das obras podem ser diversos. “Recebemos absolutamente tudo. Entre os principais temas, livros para estudos, pois são destinados a escolas e presídios. Então o público pode trazer sem medo”, enfatizou a voluntária.
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*Supervisão Luciamem Winck