Wind banners e segurança no trânsito
O excesso ou a falta de responsabilidade na colocação de wind banners de candidatos nas ruas tem gerado protestos. A proaganda arapalha a vida de pedestres, ciclistas e motoristas, gerando riscos em diversos pontos da cidade. “Paredões” desse tipo dificultam a visão em cruzamentos movimentados e ocultam a sinalização de trânsito. A legislação permite esse tipo de propaganda das 6h às 22h, obrigando a serem recolhidas justamente no horário mais calmo - das 22h às 06h -, em que os objetos atrapalhariam menos devido ao fluxo reduzido de veículos e pedestres. Talvez essa regra precise ser revista, inclusive para prever punições pesadas a quem prejudica o trânsito e coloca vidas em risco. Segurança viária não pode ser negociável em um país que mata, anualmente, mais pessoas em suas ruas do que a Guerra do Vietnã inteira. Fica a dica: se o candidato não tem respeito pelo eleitor que transita pelas ruas, é só mais um sinal de que não merece seu voto.
Copom Vale do Sinos
É fantástica a iniciativa da Brigada Militar de concentrar o atendimento do 190 de dezesseis cidades do Vale do Sinos em um único Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Até então, os moradores das pequenas cidades não tinham a opção de, em uma emergência, ligar para o 190; precisavam saber o número do celular da fração local. Além do avanço tecnológico, a criação de uma central mais robusta e abrangente para receber os chamados demonstra qualificação na gestão operacional e um merecido respeito à cidadania. As regiões de Passo Fundo (Planalto), Caxias do Sul (Serra) e Canoas (Metropolitana) já contam com esse sistema e colhem bons resultados.
Faca e Tradicionalismo
Todo ano, questões de segurança em eventos na Semana Farroupilha trazem à tona a questão da faca. Ela é da indumentária campeira, mas tem vedações quando falamos de bailes, eventos e apresentações artísticas. Na página do MTG está tudo explicado. E o bom senso avisa: onde não houver necessidade, não é bom levar uma arma, não é mesmo? Celebração com segurança não termina em tragédia.
Literatura policial - 7
Hoje, minha indicação vai para qualquer livro daquele que considero o mais clássico dos nossos autores: Luiz Alfredo Garcia-Roza. Seu personagem clássico, o delegado Espinosa, é, sem dúvida, o melhor retrato do policial brasileiro, ao contrário dos estereótipos que variam do caricato ao violento e inescrupuloso: sujeito simples, discreto, comum, grande leitor e apaixonado pelo que faz, assim como milhares de policiais reais que conheci. Por isso, e pela qualidade da escrita do saudoso Luiz Alfredo, recomendo fortemente toda a sua obra.
