O Caderno de Sábado publica a primeira crônica de Luis Fernando Verissimo na Folha da Manhã, escrita na página 4 da edição de 1º de maio de 1970
Escritor Breno Serafini reverencia o legado do cronista gaúcho Luis Fernando Verissimo, um ano após a sua morte, ocorrida em 30/08/2025
Porque violência não tem nada a ver com futebol. E jogadores também precisam dar exemplo.
A segurança pública não se faz apenas com viaturas, tecnologia ou investigações. Algumas informações não servem apenas para nos manter bem informados. Servem para salvar vidas.
Divergências políticas fazem parte da democracia. Porém, a glorificação da violência e o ódio ao opositor, jamais. Para preservar a liberdade é preciso defender com firmeza a responsabilidade.
Mais preocupante do que a mensagem falsa é a possibilidade de que sistemas tão essenciais possam ser vulneráveis a interferências relativamente simples.
Mentes são livres. Jamais haverá tirania capaz de aprisionar o pensamento de cada um. Podem enjaular o corpo e proibir a manifestação. Não o pensar.
É um tempo de máscaras. E haverá sempre, nesta vida, aquele que quer ser quem jamais será. Haverá quem não vê diferença entre os desiguais, seja por sua incapacidade de compreender, por não ver, não tentar ou nem querer.
Do nada que brotamos ao nada que nos espera. É o que somos. O resto é fantasia efêmera que vestimos para abonar outras faltas, outros anseios, desejos. Quem sabe traumas e rancores. Quem sabe carências.
Uma pequena crônica satírica.
Uma experiência, feita com diversas pessoas postas frente a frente, em quatro míseros minutos de olhar mostrou como podemos nos dar conta de que somos, todos, humanos.
Dois anos depois, reconstruímos mais paredes do que consciências. Seguimos esperando pela próxima tragédia como quem espera um temporal inevitável, não como consequência direta das escolhas humanas.
O nó mais apertado da discussão da recente consulta pública, aberta pelo governo federal, repousa sobre os ombros dos educadores: como reforçar a ética no uso dessas ferramentas?
Talvez seja por isso que o inverno carregue essa melancolia bonita dos velhos filmes e das antigas crônicas. Ele nos lembra que somos frágeis. E que a fragilidade também pode produzir ternura.
Coletânea de crônicas inspiradas em experiências familiares, afetos e relações humanas explora temas relacionados ao cotidiano
Há algum tempo, parecemos aceitar que a estupidez deixe de ser acidente e passe a ser método. Não é mais um descontrole isolado. É estratégia. De conquista ou marketing. De imposição ou afirmação.
Amizade é uma palavra usada com certa pressa. A gente chama de amigo quem topa uma cerveja, ri alto na mesa do bar, aparece na foto da festa em rede social. Mas isso não é exatamente amizade. É convivência bem-humorada, dessas que evaporam junto com o último copo. O carnaval está chegando. Parece que todo mundo é amigo de todo mundo. Mas amizade de verdade não te coloca em risco. Não te força a nada. Respeita teu tempo, teu corpo e tua presença. Festa passa. Exceto quando vira tragédia.
* A edição de 2 de janeiro de 1925 encontra-se indisponível. Recuperamos aqui texto da página 3 da edição de 25 de dezembro de 1925
* Devido ao feriado de ano-novo, o Correio não circulou no dia 1º de janeiro de 1926. Recuperamos aqui texto da página 3 da edição de 31 de dezembro de 1925
Escritor morreu neste sábado aos 88 anos