A revista inglesa The Economist é, seguramente, uma das mais respeitadas publicações do mundo econômico internacional. O semanário inglês ao longo de sua existência era considerado conservador, defensor do liberalismo econômico e, por isso mesmo, uma leitura obrigatória. Ultimamente, no entanto, The Economist vinha adotando uma linha editorial com viés globalista e editorializando uma posição esquerdista, jamais imaginada antes por seus qualificados leitores. Mesmo assim, a revista inglesa ainda tem força e prestígio para ser muito considerada quando publica opinião sobre o comportamento dos governos e de suas instituições. Pois não é que o semanário levanta dúvidas sobre o julgamento de Jair Bolsonaro pelo STF afirmando que o ex-presidente não terá a imparcialidade exigida de nossa Corte Suprema e que o atual presidente, Luís Roberto Barroso, disse “derrotamos o bolsonarismo” (“defeated Bolsonaro”). A repercussão foi tanta no mundo internacional político e dos negócios que o STF foi obrigado a rebater as críticas e o presidente Barroso surpreendeu negando que tivesse dito que tinha derrotado o bolsonarismo, mesmo tudo estando fartamente documentado com imagens do evento da UNE. Em nota oficial, o STF informou que quem derrotou o bolsonarismo “foram os eleitores” e que o Brasil vive uma democracia plena com freios e contrapesos e respeito aos direitos fundamentais. Muito em breve a revista The Economist poderá comprovar o que escreveu sobre a situação política do Brasil. Ou não.
A poupança e a crise
Um sintomático termômetro da crise econômica brasileira é a movimentação da poupança nacional. O primeiro trimestre deste ano registrou uma retirada de R$ 45 bilhões e tal operação só acontece em cenário de inflação e de endividamento. E funciona como sinal de alerta.
Lembrando Tancredo Neves
O neto de Tancredo Neves, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), concedeu entrevista ao Correio Braziliense pela passagem dos 40 anos da morte de seu avô. “Tancredo estaria indignado com o que acontece no Brasil”, disse Aécio. Para ele, o que alimenta o radicalismo atual é a ausência de política, de diálogo, algo que Tancredo era mestre e referência.
Sem batom fica fácil
O ex-senador Telmário Mota, eleito para o Senado, em 2014, por Roraima, deixou a cadeia, em Boa Vista, onde estava cumprindo pena por estuprar a própria filha de 17 anos, crime cometido em 2022. Vai para prisão domiciliar com tornozaleira, por motivo de saúde. Sua pena foi de oito anos e dois meses.
A conta é nossa
Famílias de baixa renda ficarão isentas do pagamento da conta de luz desde que elas tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo de até 80 quilovates-hora. Trata-se de um projeto do Ministério de Minas e Energia com aval do presidente Lula.
O custo da generosidade
A isenção vai custar R$ 4,5 bilhões, mas não será subsidiada pela União e sim pelos demais consumidores brasileiros. Aprovado o projeto, imediatamente haverá um aumento na conta de luz de quem não se encaixar nos parâmetros da generosidade do Palácio do Planalto.
O Papa e a Argentina
Francisco, o primeiro Papa latino-americano e argentino de nascimento nunca visitou o seu país durante seus 12 anos de chefe supremo da Igreja Católica. Jimmy Burns, autor de uma biografia do papa de 2015, disse que a motivação para isso é política. “Qualquer visita tentaria ser explorada por um lado ou por outro e, sem querer, ele alimentaria essas divisões”, afirmou.
O Papa e o Brasil
O Brasil sempre foi muito próximo de Francisco. Sua primeira viagem internacional foi ao nosso país durante a 28ª Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho de 2023.
Solidariedade aos gaúchos
O papa Francisco rezou pelas vítimas e também prestou solidariedade às famílias afetadas pelas chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Doou 100 mil euros para ajudar.
