O deputado federal Osmar Terra que deixou o MDB e assinou ficha com o PL sempre teve uma posição crítica com relação ao atual governo petista, mas mantinha-se de maneira elegante até porque seu partido faz parte da base governista na Câmara. Agora, depois de 40 anos de militância emedebista, Osmar Terra hoje é um crítico do novo “espetáculo” com o enredo de “ricos contra pobres”, tendo como argumento o caso IOF. É dele a definição sobre a intenção do governo federal em buscar mais recursos para o caixa falido do governo. “O que nos leva a essa discussão não é o fato de os mais ricos não quererem pagar, pois todo mundo paga imposto. Quando se aumentam os impostos, toda a população paga, no sistema em que vivemos, que é o sistema que funcionou. O sistema socialista fracassou. Acabou a União Soviética. Acabaram os países que defendiam o socialismo. O que estamos discutindo aqui é algo que foi mal construído lá atrás. Este governo perdeu o rumo da economia, fez a inflação aumentar, os juros subirem. Este governo é o responsável por isso. E o Congresso tem a responsabilidade de frear os absurdos que estão sendo feitos na economia brasileira. Cortem os Ministérios. Cortem aquele Ministério lá do Rio Grande do Sul, que é um ministério fantasma, que só existe como cabide de emprego.”
Juízes sem rosto
Diante do avanço sem limites do crime organizado e de suas ameaças contra juízes e promotores de justiça, o TJ/SC acaba de criar a Vara Estadual de Organizações Criminosas (Veoc). Nessa Vara, “todo o trabalho será sob rigoroso anonimato para a segurança e tranquilidade dos magistrados e dos servidores”.
Imagem distorcida
A proteção dos integrantes da Veoc é um sistema no aplicativo Teams, desenvolvido pela Microsoft, no qual haverá distorção facial e de voz do magistrado. Nas audiências não será possível a identificação de quem vai presidi-las e nem das características pessoais do juiz.
Carregada de trabalho
A nova repartição terá cinco juízes e juízas e 35 servidores de ambos os sexos e já tem um acervo 2.087 processos, sendo 1.841 em andamento e 246 suspensos. Todos os julgamentos serão colegiados e anônimos.
Poder bandido
A Procuradora-geral de Justiça de Santa Catarina, Vanessa Cavallazzi, integrada no projeto disse que “as organizações criminosas não respeitam os limites físicos e, mesmo tendo seus líderes trancados a sete chaves em penitenciárias de segurança máxima, continuam comandando atividades criminosas.” As informações dos juízes sem rosto são do jornal O Estado de S. Paulo.
Modelo para o Brasil
Os “juízes sem rosto” catarinenses podem se tornar um modelo para o Brasil, assim como ocorreu na Colômbia durante o reinado de crime e terror de Pablo Escobar, quando em oito anos foram assassinados mais de 100 magistrados colombianos.
Plata o plombo?
Para impedir os atos das autoridades judiciárias, os criminosos repassavam bilhetes aos juízes colombianos com mensagens do tipo: “Plata o plomo?” (Dinheiro ou chumbo?). A depender da resposta, uma rajada de balas aguardava o magistrado.
O terror na Colômbia
Na Colômbia, em meados dos anos 80, o estado havia perdido o controle sobre o crime organizado de forma que os magistrados era ameaçados rotineiramente pelos narcotraficantes, sob o comando de Pablo Escobar.
Audácia sem limite
Em 6 de novembro de 1985, membros da guerrilha denominada M19, entraram no Palácio da Justiça (Bogotá), então sede da Corte Suprema e do Conselho de Estado, e mataram 11 magistrados, entre eles o presidente da Corte Suprema de justiça, 22 funcionários, sete advogados auxiliares, 11 membros da Força Pública e 3 civis.
